Editorial

Sem insanidade nem ira

A insanidade tomou conta da discussão sobre política neste país. Para alguns, não todos, claro, o governo Dilma e por tabela Lula e o PT, viraram uma espécie de um câncer em processo de metástase. E ai daquele que ousar, sequer, já não digo nem defender, mas se contrapor aos argumentos defendidos por estes que acreditam que a roubalheira neste país varonil teve início nos governos petistas.

Esquecem estes, pseudo paladinos da ética e da moralidade, que os escroques estão em todos os partidos políticos e em todos os governos bem como em toda a parte. Pra quem não sabe o que significa a palavra escroque – e acredito que muitos destes paladinos da ética e da moralidade não sabem -,diz-se daqueles que se apoderam de bens de terceiros por meios ilícitos.

Pois muito bem: já escrevi sobre o assunto certa vez mais volto a repetir. Nunca na história deste Brasil se viu tanta ira contra os petistas e contra aqueles que julgam não ser o PT a culpa de tudo o que acontece de ruim. Claro está que existem, sim, os maus petistas, mas como há também os maus tucanos, os péssimos demos, os peemedebistas oportunistas, enfim, se fossemos enumerar certamente o Congresso Nacional todo, ou quase todo, estaria na lista dos escroques.

Mas essa ira contra o PT chegou a um ponto que, pasmem, virou uma homofobia coxinha e por que não dizer uma espécie de apartheid social – ah ia esquecendo, o termo apartheid se refere a uma política racial implantada na África do Sul. De acordo com esse regime, a minoria branca, os únicos com direito a voto, detinha todo poder político e econômico no país, enquanto à imensa maioria negra restava a obrigação de obedecer rigorosamente à legislação separatista. Feito o esclarecimento do que significa apartheid, volto a me reportar sobre a ira anti-PT que tomou conta do território tupiniquim.

Petralhas, ladrões, corruptos, são o mínimo de adjetivos que petistas e quem ousa a discordar destas adjetivações são aleivosamente tachados nas redes sociais e até em comentários de artigos e editoriais – aleivosamente, outra palavra difícil para certas pessoas entenderem. Então lá vai a explicação: aleivosa, que comete injúria, calúnia, mentira e que, portanto, correm risco de serem processadas.

Portanto, caro leitor, estamos diante de um verdadeiro apartheid social. E não se diga o contrário. Ainda bem que a democracia está prevalecendo.

Ah, antes que esqueça: não vou cobrar pelas dúvidas tiradas aqui sobre os significados de escroque, apartheid e aleivosa. Apenas coloquei os seus significados antes que um aventureiro lance mão e diga que estou usando termos pejorativos. Lá vou eu novamente usando um termo difícil. Pejorativo significa dizer que eu poderia estar xingando alguém.

Sem ira, tenham todos uma boa leitura e que sirva para reflexão!

2 Responses to Sem insanidade nem ira

  1. Germano Alves disse:

    kkkkkkkk.. Calma Barbosa! Apenas o Brasil está acordando de um grande pesadelo(PT). As farras de patrocínios em todas as classes estão acabando. Rs…

  2. FRANSUÊLDO VIEIRA DE ARAÚJO disse:

    Corretíssimo meu Caro Carlos Barbosa, estes insanos e fascistas, nada mais nada menos estão a repetir e obedecer demandas da mídia oligarca e, por tabela ecos e mandos dos interesses alienígenas, sobretudo patrocinados pelo conhecido e manjado Tio Sam, o mais são abobrinhas, aleivosias, falas e diversionismos dos papagaios de plantão.

    Um baraço

    FRANSUÊLDO VIEIRA DE ARAÚJO.
    OAB/RN. 7318.

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