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49 anos após seu pai ter os direitos políticos cassados, Carlos Eduardo Alves, sobe num palanque ao lado de um general. Isso me faz lembrar “Blowin`In The wind”

A ganância pelo poder não tem limites, ainda mais quando não se tem um projeto de governo, mas sim um projeto de poder para manter viva a chama de uma oligarquia que há mais de cinquenta anos se reveza no poder no Rio Grande do Norte com adversários oligarcas, também. Falo do ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), que agora no segundo turno na disputa direta com a candidata do PT, Fátima Bezerra, faz de tudo para conquistar votos, inclusive, rasgando a bandeira de centro-esquerda do seu partido, o PDT, que já anunciou apoio a Fernando Haddad (PT), para presidente. Carlos Eduardo Alves está apoiando o candidato de ultra-direita à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL). Portanto, 49 anos após seu pai – Agnelo Alves, já falecido – ter os direitos políticos cassados, Carlos Eduardo Alves, sob num palanque ao lado de um general para apoiar o capitão da reserva Bolsonaro.

Este final de semana Carlos Eduardo Alves recebeu em seu palanque o general Girão, após uma carreata em Natal. Aliás, as movimentações de Carlos Eduardo Alves não estão sendo em nome dele, e sim em nome do ultra-direitista Jair Bolsonaro, na tentativa de ganhar apoios de eleitores que votam no capitão da reserva. Não custa recordar que o candidato que Carlos Eduardo Alves vai apoiar para presidente diz coisas absurdas como “o único problema da tortura na ditadura é porque não matou”, “tive quatro homens depois dei uma fraquejada e veio uma mulher”, “você não merece ser estuprada porque é feia”, “mulher tem que ganhar menos porque engravida”, “quilombolas não servem nem para procriar”, entre outras atrocidades, como “nordestino só serve para votar”.

Certamente possamos encontrar as respostas para essa atitude de Carlos Eduardo Alves, quando esquece que seu pai – Agnelo Alves – teve os direitos políticos cassados pela ditadura militar, na famosa música “Blowin`In The wind”, de Bob Dylan e seu atemporal rock de protesto. Afinal, ‘quantos anos algumas pessoas podem existir até que permitam ser livres? Sim, e quantas mortes causará até saber que outras morreram? E quantas vezes um homem pode virar  a sua cabeça e fingir que ele simplesmente não vê? A resposta meu amigo está soprando ao vento”.

E como bem disse o eterno Pink Floid, Roger Walter, “o vento nos sopra que combater o nazismo, o fascismo e toda a forma de violência ainda é preciso, pois a paz ainda não venceu a guerra”. E completa: “Não é tempo para silêncios”

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