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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Os corvos da República
Nem o PMDB de Eduardo Cunha e Michel Temer, nem muito menos o tucanato de Fernando Henrique Cardoso e Aécio Neves querem assumir o poder neste momento, embora FHC tenha jogado pra plateia quando disse na convenção nacional do PSDB que “não somos donos do que vai acontecer nas próximas semanas, nos meses seguintes. Mas estamos prontos para assumir. O PSDB sabe governar”.
Na verdade o que eles querem é sangrar o governo Dilma e por tabela o PT e, claro, levar o partido ao desgaste político até as eleições de 2018, quando temem a uma eventual candidatura de Lula à Presidência da República. Não que o PT não tenha a sua parcela de culpa nos robos ocorridos na Petrobras, mas quem não os tem? Atire a primeira pedra aquele partido político que não se beneficiou do petrolão, governista ou não.
Fato é que os corvos da República não pensam no Brasil, pensam sim em se locupletarem e a elite inebriada pelo discurso café com leite do tucanato acha que Aécio Neves ou, pasmem, Eduardo Cunha, podem ser o “salvador da Pátria”.
Quando o jornalista Jorge Bastos Moreno, de O Globo, usou a sua conta do twitter na semana passada para dizer que “é inevitável; a ascensão dos racistas e homofóbicos ao poder estimula ainda mais o aumento do preconceito e a sensação de impunidade”, não se iludam, ele estava se referindo a ascenção do deputado Cunha à presidência da Câmara e, claro, uma hipotética ascenção sua a cadeira hoje ocupada por Dilma, caso ela sofra um processos de impeachment.
Os corvos da República são assim. Ficam de olho e a qualquer momento dão o bote. E a elite inebriada acredita neles. Sim, elite, porque massa não caberia se referir a estes incautos.
Respeitemos o resultado das urnas. Se querem tirar o PT do governo aguardemos 2018 chegar.
Me divirto pra não chorar quando FHC diz que o PSDB sabe governar. Relembro aos incautos o que disse em março na CPI da Petrobras o ex-gerente de Serviços da estatal Pedro Barusco, ou seja, que começou a receber propina em 1997 e 1998, e foi uma iniciativa pessoal sua, com o representante da empresa (a holandesa SBM Offshore).
Vou mais longe: E o que dizer das denúncias feitas pelo jornalista Paulo Francis – já falecido -, que em um Manhattan Connection, num longínquo 1996, detonou um esquema de corrupção na Petrobras, então presidida por Joel Rennó no governo FHC, e foi processado por isso? – Atribui-se ao processo milionário impetrado em Nova York por Joel Rennó e alguns ex-diretores da estatal o estresse que levou ao infarto de Francis no ano seguinte. No programa, Paulo Francis mandou ver. Disse que “os diretores da Petrobras nos governos FHC põem dinheiro na Suíça”; que “roubam em subfaturamento e superfaturamento”; e finalizou: é “a maior quadrilha que já atuou no Brasil”.
Finalizo este comentário plageando o amigo Jean Paul Prates em artigo publicado no portal Nominuto.com, não faz tanto tempo assim, sob o sugestivo título “A Ribalta dos Delatores, o Mar de Lama Virtual e o Choque de Realidade do PT”:
– Há as eras dos engavetadores e as eras dos delatores. A depender de a quem servem, elas se sucedem, sempre obedecendo a sistemas complexos, superiores ao governo, à justiça e mesmo à imprensa e a opinião pública.
A conferir!
Charge: Nicolielo no Jornal de Bauru
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