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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Política

Lula diz a Trump para não se meter nas eleições do Brasil

Está no Brasil 247

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu nesta quarta-feira (17) declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a política brasileira e afirmou que o líder norte-americano não deve interferir nos assuntos internos do país, especialmente nas eleições. As declarações ocorreram durante a participação de ambos na cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França.

Segundo informações divulgadas pelo g1, Lula também explicou que não solicitou uma reunião bilateral com Trump durante o encontro internacional, argumentando que Brasil e Estados Unidos já mantêm negociações em andamento sobre temas comerciais e de segurança. O presidente brasileiro ainda classificou como inadequadas algumas das recentes manifestações do mandatário norte-americano sobre o Brasil.

Ao comentar a relação entre os dois países, Lula criticou a postura adotada por Trump e afirmou que o presidente dos Estados Unidos tem falado mais do que escutado durante as discussões envolvendo o Brasil.

Lula critica declarações de Trump

Ao abordar as recentes falas do líder norte-americano, Lula disse que a posição de Trump não contribui para o diálogo entre as duas nações.

“Não pedi bilateral com Trump porque estamos em negociação. O que ele fez foi uma coisa desaforada. Nós estamos negociando. Entreguei documento. Se quiser combater crime organizado, Brasil está muito disposto. Inclusive dizendo que todas as armas que PF apreende são de Miami. Entreguei por escrito e não quero só falar. Trump fala muito e ouve pouco.”

O presidente brasileiro também indicou que as críticas feitas por Trump revelam desconhecimento sobre a realidade política e institucional do Brasil. Segundo Lula, a soberania nacional deve ser respeitada por qualquer governo estrangeiro.

As declarações ocorreram em meio ao aumento das tensões diplomáticas após manifestações públicas de Trump sobre a situação política brasileira e decisões recentes da Justiça do país.

Trump diz que situação política do Brasil é “perigosa”

Mais cedo, durante uma coletiva de imprensa após compromissos da cúpula do G7, Trump afirmou que o cenário político brasileiro se tornou preocupante. De acordo com a CNN Brasil, o presidente dos Estados Unidos foi questionado sobre sua conversa com Lula e sobre temas como as novas tarifas comerciais impostas por Washington ao Brasil e a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelo governo norte-americano.

Ao comentar o encontro com o presidente brasileiro, Trump afirmou:

“A verdade é que passei bastante tempo com ele [Lula]. E o Brasil se tornou um país um pouco complicado, não é? Politicamente. A situação política ficou um pouco perigosa. Você está falando do Brasil, certo? Tem sido algo desagradável. Ouvi dizer que prenderam hoje uma pessoa que estava concorrendo a um cargo público. Fiquei sabendo disso depois que saí de lá.”

A fala foi interpretada como uma referência ao ambiente político brasileiro e a decisões judiciais recentes envolvendo integrantes do campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Menção a Eduardo Bolsonaro e críticas ao Judiciário

Durante a mesma entrevista, Trump mencionou o ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a quem chamou de “Bolsonaro Jr.”. O presidente dos Estados Unidos afirmou ter tomado conhecimento do caso após sua reunião com Lula.

“Ele estava indo bem nas pesquisas e o prenderam porque fez uma declaração no Texas. Prenderam, ou querem prendê-lo, para ter algo contra ele.”

A declaração reforça a postura que Trump vem adotando em defesa de aliados políticos de Jair Bolsonaro. Na terça-feira (16), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal votou pela condenação de Eduardo Bolsonaro. Segundo a Procuradoria-Geral da República, o ex-parlamentar atuou junto a autoridades dos Estados Unidos para buscar a imposição de sanções contra integrantes do Judiciário brasileiro e contra o próprio Brasil, o que fundamentou a acusação de coação judicial.

O episódio ampliou a repercussão internacional das disputas políticas envolvendo o campo bolsonarista e gerou novas manifestações de autoridades brasileiras em defesa da autonomia das instituições nacionais.

Lula questiona dinâmica do G7

Além das críticas a Trump, Lula aproveitou sua participação no encontro para questionar a dinâmica de funcionamento do G7. Segundo o presidente brasileiro, os países convidados para a cúpula têm pouca influência sobre os documentos e decisões produzidos pelos membros permanentes do grupo.

Na avaliação do presidente, quando as delegações convidadas chegam ao evento, as principais resoluções já estão praticamente definidas, limitando a possibilidade de contribuições adicionais.

“Esse debate está virando um samba de uma nota só.”

A declaração reflete uma crítica recorrente do governo brasileiro aos fóruns internacionais dominados pelas grandes potências econômicas. Lula defende uma maior participação dos países em desenvolvimento nas decisões globais e tem utilizado espaços multilaterais para cobrar reformas na governança internacional.

Foto: Brasil 247

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