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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Fico a me perguntar: e se o presidente fosse Aécio Neves?

Hoje o G1 publica reportagem dizendo que o déficit do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), sistema público que atende aos trabalhadores do setor privado, deverá avançar 40,5% em 2016 e atingir a marca de R$ 124,9 bilhões, segundo estimativas divulgadas pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão nesta segunda-feira (31). Será a primeira vez que o déficit do INSS superará a barreira dos R$ 100 bilhões.

Lembro ao leitor que quando o potiguar, senador Garibaldi Alves (PMDB) era ministro da Previdência, no primeiro governo Dilma (PT), cansou de alertar para isso. Aliás, um problema, é bom que se diga, de anos e anos que vem se acumulando nos cofres da Previdência ao longo dos governos.

Outra:

Não faz tanto tempo assim, o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco, disse na CPI da Petrobras na Câmara dos Deputados que começou a receber propina em 1997 e 1998, e foi uma iniciativa pessoal sua, com o representante da empresa (a holandesa SBM Offshore).

Cito estes dois problemas só para situar o leitor.

O que quero dizer com isso? Quero dizer que não se pode imputar todos os problemas, se incluindo aí os de ordem econômica, como o do déficit da Previdência, e a corrupção somente aos governos do PT. Alguns vão dizer que estou querendo defender o PT. Não, só estou dizendo que os problemas neste Brasil varonil vêm se somando há anos e agora se agrava com a crise economia e política que o país enfrenta.

Daí a minha pergunta no título deste Editorial. E se o presidente fosse Aécio? A imprensa estaria detonando o governo? A oposição estaria clamando a sociedade a ir as ruas? Os incautos de plantão estariam questionando o governo tucano? Sim, a pergunta se faz necessária porque dos problemas citados acima – o do déficit na Previdência e o da corrupção – não foram coisas criadas nos governos petistas.

O grande problema, volto a repetir o que já dissera em outro Editorial, é que o PT quebrou paradigmas, quando elegeu um metalúrgico e depois uma mulher para presidirem o país. A sociedade brasileira, isso não é nenhuma inverdade, é preconceituosa, machista e conservadora. Daí não admitir 12 anos de governos que valorizam, sobretudo, o social.

Tenho dito!

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2 Responses to Fico a me perguntar: e se o presidente fosse Aécio Neves?

  1. Bartolomeu Silva Carneiro disse:

    Temos observado, nos últimos turbulentos dias, um discurso simplista, maniqueísta e até cínico por parte da grande mídia e de setores mais conservadores da sociedade de que o mal da corrupção no Brasil se resume a um partido (PT) e aos dois governos (reeleitos) por derradeiro. Destaco enfaticamente que lugar de corrupto é na cadeia, independente de partido e ideologia política que diz defender, agora, se deixar convencer que a história da corrupção e da podridão do sistema político e eleitoral no Brasil é nova ou localizada é piada de mal gosto pra quem não entende de história ou tem visões tacanhas e desligadas entre contextos políticos. É no mínimo irônica a ideia de ver tradicionais figuras do conchavo e da tradição secular da expropriação imoral do dinheiro público endossando as fileiras daqueles que protestam pelo fim da corrupção e posando em fotos como heróis e salvadores da pátria. Não vejo, por exemplo, a mesma celeridade e indignidade desses representantes no que diz respeito à investigação do Trensalão se São Paulo, Mensalões do DEM em Brasília e do PSDB Mineiro, ao escândalo da adulteração no painel do Senado e abafamento de CPIs na Era FHC, ao escândalo do Projeto Sivam, ao desvio de verba da saúbe pública na Era Aécio governador etc etc etc. Se a opção de moralização política do país for a que se propõe na exposição dos relatos dos participantes (que incluem até golpe militar) e nos espaços que considerável parte da mídia concede à opinião de determinado políticos, estamos perdidos….

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