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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Está no G1
Em um cenário de recessão da economia brasileira, mas com a inflação ainda fortemente pressionada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reuniu nesta quarta-feira (21) e decidiu manter novamente os juros em 14,25% ao ano. A decisão foi unânime e sem viéis, sinalizando que o BC não vai alterar a taxa até a próxima reunião em dezembro. Em setembro, na reunião anterior do Comitê, os juros já haviam ficado estáveis.
A taxa segue, assim, no maior patamar em pouco mais nove anos, ou seja, desde julho de 2006. A decisão do Banco Central confirmou expectativa da maior parte dos analistas do mercado financeiro e, também, indicações da própria autoridade monetária, que havia sinalizado que a taxa permaneceria no atual patamar “por um período suficientemente prolongado” de tempo.
Ao subir os juros ou mantê-los elevados, o Banco Central tenta controlar o crédito e o consumo, atuando assim para segurar a inflação, que tem mostrado resistência neste ano por conta da alta do dólar (que encarece insumos e produtos importados) e dos preços administrados – como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros.
Por outro lado, ao tornar o crédito e o investimento mais caros, os juros altos prejudicam o nível de atividade da economia brasileira e, também, a geração de empregos. Para este ano, o mercado prevê uma retração do PIB de 3% e, para 2016, de 1,22%. Se confirmado esse cenário, será a primeira vez, desde 1948, o país registra dois anos seguidos de contração na economia.
Inflação na meta só em 2017
Ao fim do encontro, o BC divulgou o seguinte comunicado: “Avaliando o cenário macroeconômico, as perspectivas para a inflação e o atual balanço de riscos, o Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 14,25% a.a., sem viés. O Comitê entende que a manutenção desse patamar da taxa básica de juros, por período suficientemente prolongado, é necessária para a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante da política monetária. O Copom ressalta que a política monetária se manterá vigilante para a consecução desse objetivo”.
O chamado “horizonte relevante” de política monetária, ou seja, de definição dos juros para conter as pressões inflacionárias, é de 24 meses. Com o comunicado divulgado nesta quarta-feira pelo Copom, portanto, o Banco Central sinaliza que a inflação convergirá para a meta central de 4,5% somente em outubro de 2017.
Até então, a autoridade monetária vinha dizendo que o IPCA chegaria ao patamar de 4,5% no fim do próximo ano, ou seja, em dezembro 2016. Esse compromisso – que está sendo descartado – havia sido assumido ainda no fim do ano passado e foi reafirmado várias vezes no decorrer de 2015.
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