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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Está no G1
A caderneta de poupança continuou a registrar fuga de recursos no início de 2017. Segundo informações divulgadas pelo Banco Central nesta segunda-feira (6), as retiradas da poupança superaram os depósitos em R$ 10,73 bilhões em janeiro.
Apesar do valor ainda ser elevado, houve uma pequena queda, na saída líquida de recursos da poupança, frente ao mesmo mês do ano passado – quando os saques superaram os depósitos em R$ 12,03 bilhões, ainda de acordo com números da autoridade monetária.
Em todo ano de 2016, houve uma retirada de R$ 40,7 bilhões da mais tradicional modalidade de investimentos do país. O resultado foi o segundo pior da série histórica, que começa em 1995, atrás apenas de 2015, quando saíram da poupança R$ 53,5 bilhões.
Saldo da poupança
Com a saída líquida de recursos registrado em janeiro na poupança, o volume total aplicado na modalidade, no fim do mês, ou seja, o estoque da caderneta, registrou queda.
No fim do ano passado, o saldo da poupança estava em R$ 664,9 bilhões e, com o resultado de janeiro, recuou para R$ 658,5 bilhões.
Apesar da retirada de recursos pelos poupadores no primeiro mês deste ano, os rendimentos creditados nas suas contas, que somaram R$ 4,31 bilhões no mês passado, impediram que o saldo da poupança caísse ainda mais.
Rendimento
O rendimento da poupança também tem contribuído para a retirada de recursos na parcial do ano. Enquanto o rendimento dos fundos de renda fixa sobe junto com a Selic (a taxa básica de juros determinada pelo Banco Central), o das cadernetas fica limitado a 6,17% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR) quando a Selic está acima de 8,5% ao ano.
Segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), como a Selic está em 13% ao ano, as aplicações em renda fixa, como fundos de investimento, ganham mais atratividade porque o rendimento fica acima do da poupança na maioria das situações. A poupança continua atrativa somente para fundos com taxas de administração acima de 2,5% ao ano.
Analistas avaliam que o Tesouro Direto, programa que permite que pessoas físicas comprem títulos públicos pela internet, via banco ou corretora, sem necessidade de aplicar em um fundo de investimentos, também pode ser uma boa opção para os investidores. O programa tem atraído a atenção de aplicadores nos últimos anos.
Quando a poupança pode ser atrativa
Apesar do baixo rendimento, especialistas avaliam que a caderneta de poupança ainda pode ser uma boa opção, mas somente em poucos casos. Por exemplo: para pequenos poupadores (com pouco dinheiro guardado), para pessoas que buscam aplicações de curto prazo (poucos meses) ou que procuram formar um “fundo de reserva” para emergências.
A vantagem da poupança em relação a outros investimentos é que não incide Imposto de Renda sobre a aplicação.
Nos fundos de investimento, ou até mesmo no Tesouro Direto (programa do governo de compra de títulos públicos pela internet) há cobrança do IR e, na maior parte dos casos, de taxa de administração. Nos fundos de investimento e no Tesouro Direto, o IR incide com alíquota regressiva, ou seja, quanto mais tempo os recursos ficarem aplicados, menor é o valor da alíquota incidente no resgate.
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