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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Artigo

No último debate Carlos Eduardo Alves mais parecia cabo eleitoral de Bolsonaro

Ao acompanhar o último debate entre os dois candidatos que disputam o segundo turno da eleição para governador no Rio Grande do Norte – Fátima Bezerra (PT) e Carlos Eduardo Alves (PDT) – realizado na noite de ontem na InterTV Cabugi, uma coisa ficou clara: Carlos Eduardo Alves, embora seja do PDT, partido que está apoiando o candidato do PT, Fernando Haddad à Presidência da República, mais parecia um cabo eleitoral do ultra-direitista Jair Bolsonaro (PSL). Raras foram as intervenções do ex-prefeito de Natal que não tinham alguma referência a Bolsonaro.

Me parece que o apelo de Carlos Eduardo Alves ao nome de Bolsonaro, soa como um último cartucho para tentar reverter a situação que lhe é desfavorável nas pesquisas eleitorais de intenção de voto, claro, com orientação de seu marketing. Um quase “pelo o amor de Deus, eu sou Bolsonaro”. Carlos Eduardo Alves chegou a dizer que pediu licença ao PDT para apoiar o candidato de extrema-direita, quando todos sabemos que o seu partido pensa diferente.

Em nota datada de 17 de outubro último, o Conselho de Ética do PDT pedia a expulsão sumária dos candidatos a governador do partido que estavam apoiando Bolsonaro no segundo turno. Diz trecho da nota?

– A necessidade de vencer as eleições não é maior que a IDENTIDADE IDEOLÓGICA EM DEFESA DO TRABALHISMO.

Portanto, é inconcebível qualquer flerte ao neofascismo, em tempos graves como este.

Sobre Carlos Eduardo Alves, o Conselho afirma que a necessidade de vencer as eleições não é maior que a identidade ideológica em defensa do Trabalhismo, pilar do partido criado pelo ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro Leonel Brizola.

Carlos Eduardo Alves mentiu no debate alegando permissão do PDT para ele apoiar Bolsonaro. Fato!

Fátima Bezerra declarou que ao contrário de Carlos Eduardo Alves sempre pautou a sua vida pública na coerência.

“Não abro mão da minha coerência e dos meus princípios. Enquanto o Sr tenta colar sua candidatura num candidato que não lhe apoia, eu reafirmo aqui que o meu candidato é Fernando Haddad”.

Ficou claro também no debate, e isso sempre ressaltado pela candidata Fátima Bezerra, a tentativa de Carlos Eduardo Alves desqualificá-la usando da hipocrisia, quando todos sabem que Carlos Eduardo Alves quando prefeito de Natal teceu muitos elogios a então deputada federal Fátima Bezerra. Clique aqui para relembrar os elogios de Carlos à Fátima. Aliás, não só a Fátima Bezerra, mas como também ao ex-presidente Lula.

Carlos Eduardo Alves também voltou a escorregar quando o assunto abordado foi servidor público. Fátima colocou na discussão o rombo de R$ 32 milhões deixado pelo ex-prefeito no Natalprev, o que ele deu uma resposta simplista e bizarra. Disse que prefeitos anteriores a ele já faziam isso, como se justificasse o seu erro e que fez uma reforma na sede do instituto, como se isso trouxesse algum benefício aos servidores. Não custa lembrar que o rombo deixado por Carlos Eduardo Alves no Natalprev está sendo objeto de investigação do MP de Contas, resultado de uma representação do vereador de Natal, Sandro Pimentel (Psol), ainda no primeiro turno das eleições. Clique aqui para ver.

-“O Sr sacou dinheiro da Previdência. Por isso o Sr está sendo chamado de Robinson Faria de Natal“, acusou Fátima.

O veto à Lei Maria da Penha de proteção à mulher, também deixou  o candidato Carlos Eduardo Alves numa saia justa, quando Fátima Bezerra indagou o por quê dele ter vetado enquanto prefeito de Natal. Carlos Eduardo Alves disse ser inconstitucional e jogou a culpa para a Procuradoria-Geral do Município, o que Fátima no direito a tréplica disse que Carlos Eduardo Alves não apenas vetou, mas usou a PGM para dizer da inconstitucionalidade da Lei.

Sobre os apoios que Fátima vem recebendo no segundo turno de políticos que não têm alinhamento com o PT, a petista disse que Carlos Eduardo Alves estava com dor de cotovelo. E rechaçou o fato de Carlos Eduardo Alves ter dito que ela critica as oligarquias, mas que agora estava recebendo apoio deles.

Disse Fátima:

– “Quanta hipocrisia candidato. Sua família está no poder há mais de 60 anos. O seu palanque conta com o senador Garibaldi Alves (MDB), José Agripino Maia (DEM), Rosalba Ciarlini (PP) e Henrique Eduardo Alves (MDB), em prisão domiciliar denunciado na Lava Jato, e que coordena a sua campanha.”

Foto reproduzida do G1 RN

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