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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Está no g1
O Banco Mundial fez, em setembro, um novo alerta sobre a estagflação. Segundo o economista-chefe da instituição, Indermit Gill, há uma preocupação real diante do baixo crescimento e da alta inflação na economia global.
“Há seis meses estávamos muito preocupados com uma recuperação lenta e preços muito altos de commodities. E agora acho que estamos muito mais preocupados com uma estagflação generalizada”, disse, durante coletiva de imprensa em Washington, em 15 de setembro.
Gill também afirmou que o cenário “traz de volta lembranças muito ruins de meados da década de 1970 e das décadas perdidas”.
Mas o que é ”estagflação’? Qual sua relação com a década de 1970 e quais os impactos no seu cotidiano?
O que significa ‘estagflação’?
De forma prática, o termo é a junção das palavras “estagnação” e “inflação”. Traduz, portanto, um contexto em que a economia de um país está parada, com alto desemprego e menor produção, ao mesmo tempo em que os preços de produtos e serviços estão mais altos – ou subindo.
“É uma tempestade perfeita. Um ambiente horrível em que você tem, ao mesmo tempo, inflação alta e uma economia estagnada”, resume o professor de Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Fábio Gallo.
Origem do termo
O termo estagflação foi usado pela primeira vez em meados de 1960. Mas foi na década seguinte que se popularizou no mundo econômico. Era, ainda assim, um conceito totalmente novo – a inflação tinha, até então, uma relação positiva com os dados de emprego e atividade econômica.
A lógica era a seguinte: quanto mais gente trabalhando, maior o consumo e o dinheiro em circulação. Consequentemente, maior produção nas empresas. Isso faria a roda girar e, quanto maior a demanda, maiores os preços.
Trata-se da relação entre inflação e emprego, abordada na chamada Curva de Phillips, teoria do economista neozelandês William Phillips. Segundo a tese, se a inflação está alta, é porque as taxas de emprego também estão altas e a economia caminha bem.
Mas foi principalmente na década de 1970, citada pelo economista-chefe do Banco Mundial, que essa teoria passou a ser fortemente questionada.
“Em 1973, ocorre primeiro choque do petróleo, que faz o preço dos combustíveis dispararem. Isso obriga as economias desenvolvidas a adotarem taxas de juros muito mais altas para frear essa inflação”, explica o economista-chefe da Análise Econômica Consultoria, André Galhardo.
“Você tem, então, uma inflação alta, causada pelo aumento do preço dos combustíveis, o que acaba contaminando outras áreas. O aumento das taxas de juros, no entanto, não resolve o problema do petróleo, que mantém os preços lá em cima”, continua Galhardo.
O economista destaca outro efeito negativo dentro desse ciclo: os juros altos jogam o nível de atividade econômica para baixo – quanto maior a taxa, mais caro o crédito e menor o incentivo à economia. Havia, portanto, um quadro de inflação alta e atividade econômica baixa.
Isso foi ficando pior ao longo da década de 1970, especialmente com o segundo choque do petróleo, em 1979.
É possível ‘medir’ a estagflação?
Não há um cálculo específico para o termo. Mas dois principais indicadores são utilizados para analisar o cenário: o Produto Interno Bruto (PIB), que mensura a atividade econômica do país, e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial, no caso do Brasil.
“Normalmente, começamos a falar em estagflação quando a economia emite sinais claros e inequívocos de que está desacelerando. Você observa o PIB brasileiro, por exemplo. Se ele começa a cair e você tem um processo de inflação crônico – subindo de forma crônica, ou parado, mas num nível muito alto – caracteriza-se, então, a estagflação”, diz Galhardo.
O Brasil enfrenta um cenário de estagflação?
Para o professor Fábio Gallo, tecnicamente, não. Ele explica que a inflação foi sentida, principalmente, a partir de 2015, ao mesmo tempo em que o país acumulou resultados negativos no PIB. Agora, apesar das quedas recentes no indicador, o saldo deve ser positivo neste ano.
“Estamos crescendo consideravelmente, e em um ambiente que permite o combate à inflação. Vamos para o terceiro mês com queda de preços. Então, não estamos num ambiente de estagflação”, afirma.
Riscos para 2023
Gallo aponta, no entanto, receios em relação ao ano que vem, ao citar um alerta da Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento. Segundo projeção da organização divulgada no início deste mês, a economia brasileira deve desacelerar já em 2022, e o PIB do país deve ter crescimento de “apenas 0,6% em 2023”.
André Galhardo segue a mesma linha. Segundo o economista, não seria correto dizer que, neste momento, o Brasil passa por uma estagflação.
“A economia brasileira não está em um quadro de estagflação justamente porque o PIB tem se comportado positivamente – respondendo a estímulos pontuais do governo, sobretudo em 2022. E a inflação, apesar de elevada, está, neste momento, com tendência de queda”, analisa.
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