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Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Política

Editorial do Global Times afirma que China e EUA podem contribuir para estabilidade, comércio e governança global

Está no Brasil 247

A visita de Estado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China, a convite do presidente chinês, Xi Jinping, reacende a expectativa internacional por avanços práticos entre Pequim e Washington em temas decisivos para a estabilidade, o comércio e a governança global. 

Segundo editorial do Global Times, o encontro ocorre em um momento de turbulências e transformações no cenário internacional, no qual a comunidade global acompanha com atenção a forma como China e Estados Unidos irão interagir e que resultados poderão produzir em conjunto para seus próprios povos e para o restante do mundo.

A publicação lembra que, durante reunião anterior com Trump em Busan, Xi Jinping afirmou que o mundo enfrenta problemas complexos e que China e Estados Unidos podem assumir responsabilidades comuns como grandes potências. A ideia central defendida pelo presidente chinês foi a de que os dois países devem trabalhar juntos para alcançar resultados maiores, mais concretos e benéficos para ambos e para a comunidade internacional.

Para o jornal chinês, essa visão indica uma direção para as relações bilaterais e reflete expectativas amplas de outros países. Pouco mais de seis meses depois do encontro em Busan, os dois líderes retomam contatos presenciais, apesar da distância geográfica entre as duas potências, separadas pelo Oceano Pacífico.

Diplomacia entre chefes de Estado

O editorial afirma que a diplomacia entre chefes de Estado funciona como uma “bússola” e uma “âncora” para as relações China-EUA. Na avaliação do Global Times, esse canal de diálogo também pode injetar estabilidade em uma conjuntura global marcada por incertezas.

A própria realização da cúpula é apresentada pelo jornal como um sinal positivo para o mundo. A expectativa internacional, segundo o texto, é que a cooperação entre Pequim e Washington produza benefícios públicos globais e ajude a oferecer respostas a desafios compartilhados.

O editorial sustenta que China e Estados Unidos têm capacidade de realizar coisas importantes para preservar a estabilidade do sistema internacional. Nesse contexto, ressalta que a ordem global enfrenta pressões relevantes e que os dois países, como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, têm responsabilidade na defesa do sistema internacional centrado nas Nações Unidas e da ordem baseada no direito internacional.

Comércio e economia global

Na área econômica, o Global Times destaca que China e Estados Unidos são as duas maiores economias do planeta e representam mais de um terço da produção econômica global, além de aproximadamente um quinto do comércio mundial de mercadorias. Por isso, qualquer alteração nas relações bilaterais tende a ter impacto sobre mercados em diferentes regiões.

O editorial defende que os vínculos econômicos e comerciais continuem a funcionar como lastro e força motriz das relações entre os dois países, em vez de se converterem em obstáculos ou fontes de conflito. O texto cita que, em abril, as exportações chinesas para os Estados Unidos cresceram 11,3% em relação ao ano anterior, enquanto as importações norte-americanas aumentaram 9%.

Para o jornal, uma relação econômica e comercial estável, saudável e previsível entre China e Estados Unidos representa uma boa notícia para a economia mundial, especialmente em um ambiente de incerteza e reorganização das cadeias globais.

Cooperação em IA, saúde e segurança

O editorial também aponta áreas nas quais Pequim e Washington poderiam alcançar resultados práticos por meio de cooperação. Entre os temas mencionados estão a mitigação de riscos de segurança associados à inteligência artificial, o combate a doenças infecciosas, o enfrentamento ao crime transnacional e iniciativas contra a lavagem de dinheiro.

Em questões regionais de grande relevância, o Global Times argumenta que manter canais de comunicação e coordenação entre as duas potências pode contribuir para reduzir tensões e estabilizar situações sensíveis.

O texto também menciona o calendário multilateral de 2026. A China sediará a Reunião de Líderes Econômicos da APEC, enquanto os Estados Unidos receberão a Cúpula de Líderes do G20. Segundo o editorial, os dois países podem apoiar-se mutuamente nesses fóruns para aprimorar a governança global e impulsionar o crescimento econômico.

Intercâmbios entre chineses e norte-americanos

No campo interpessoal, o editorial afirma que ainda há muitas iniciativas positivas a serem desenvolvidas. Para o Global Times, a ideia de que China e Estados Unidos devem ser parceiros e amigos é ao mesmo tempo uma lição histórica e uma necessidade prática.

O texto cita a iniciativa “50.000 em cinco anos”, proposta por Xi Jinping, voltada a convidar 50 mil jovens norte-americanos para programas de intercâmbio e estudo na China ao longo de cinco anos, a partir de 2023. Segundo o jornal, um número crescente de jovens dos Estados Unidos tem viajado ao país asiático, criando novas pontes de amizade através do Pacífico.

A publicação também menciona a popularidade do pickleball como novo elemento de intercâmbio cultural, em referência ao espírito de “uma pequena bola movendo a grande bola”. O editorial ainda cita a viagem programada dos pandas gigantes Ping Ping e Fu Shuang aos Estados Unidos, além do crescimento de hashtags relacionadas a “tornar-se chinês” nas redes sociais norte-americanas.

Outro ponto destacado é uma pesquisa do Pew Research Center segundo a qual a visão favorável da China entre o público dos Estados Unidos aumentou pelo terceiro ano consecutivo. Para o Global Times, esses sinais compõem uma força de cooperação mais profunda e resiliente entre as duas sociedades.

Relação bilateral com impacto mundial

O editorial ressalta que China e Estados Unidos compartilham o mesmo planeta e que a relação entre os dois países há muito deixou de ser apenas bilateral. O vínculo entre Pequim e Washington passou a ser visto como elemento central para a paz mundial e para o futuro da humanidade.

O texto afirma que o que o mundo espera não é que um país subjugue ou “transforme” o outro. Ao citar artigo publicado pelo Michigan Advance, o Global Times reproduz a avaliação de que “estamos em um momento crucial para as relações EUA-China, onde ação ou inação moldará a direção do comércio, da tecnologia, da segurança global, da economia e da estabilidade geopolítica para os EUA, a China e toda a humanidade. A última coisa que qualquer um dos lados precisa agora é de maior instabilidade”.

A partir dessa leitura, o editorial defende que a sabedoria entre grandes potências não está em tratar o outro lado como adversário a ser derrotado, mas em situar as diferenças dentro de uma estrutura mais ampla de coexistência entre civilizações, mantendo a competição em níveis racionais e administráveis.

Pequim e Washington diante de escolhas estratégicas

O Global Times afirma que China e Estados Unidos são grandes potências e que nenhuma delas pode mudar a outra, mas ambas podem escolher como interagir. O editorial lembra que Xi Jinping, em conversa telefônica com Donald Trump em fevereiro, enfatizou a importância de seguir entendimentos comuns, melhorar o diálogo e a comunicação, administrar diferenças de forma adequada e ampliar a cooperação prática.

A publicação sustenta que a construção de confiança deve ocorrer passo a passo, com busca por uma forma mais adequada de convivência entre as duas maiores economias do mundo. O objetivo, segundo o editorial, seria fazer de 2026 um ano de avanço rumo ao respeito mútuo, à coexistência pacífica e à cooperação de ganhos recíprocos.

Ao concluir, o Global Times afirma que Donald Trump é bem-vindo novamente à China e defende que, do nível governamental às relações entre as sociedades, Pequim e Washington têm hoje mais motivos do que nunca para trabalhar juntos em conquistas significativas, práticas e positivas para os dois países e para o restante do mundo.

Foto: El País


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