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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está na Coluna do Guilherme Amado, no Metrópoles
Senadores que votaram em Rogério Marinho, ex-ministro do Desenvolvimento Regional de Jair Bolsonaro, conseguiram milhões de reais em verbas “extras” sob gestão dos ministérios do Executivo na última semana de 2022, segundo levantamento da coluna.
Nessa época, Marinho já era o candidato de Bolsonaro à presidência do Senado e buscava votos de seus colegas. Parlamentares ouvidos pela coluna relatam que Marinho ajudou a abrir portas no Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e em outras pastas para empenhar as verbas. (Confira os valores indicados por cada um no final desta reportagem.)
O senador afastado Jarbas Vasconcelos, do MDB de Pernambuco, por exemplo, emplacou R$ 15,6 milhões em indicações na última semana de 2022, dos quais R$ 15 milhões no Ministério do Desenvolvimento Regional.
O suplente de Jarbas Vasconcelos, Fernando Dueire, declarou voto em Marinho, contrariando a orientação de seu partido.
Procurado, o senador Eduardo Braga, líder do MDB, disse que o partido não teve acesso a quanto os senadores indicaram no final do ano e demonstrou surpresa com a indicação feita por Vasconcelos.
“Agora está explicado por que um voto que a gente tinha acertado desapareceu da minha mão. Não é fácil”, comentou.
Caso parecido é o de Jorginho Mello, ex-senador agora eleito governador com o apoio de Bolsonaro e que conseguiu R$ 9,9 milhões. Sua suplente, Ivete da Silveira, também contrariou a indicação do MDB e declarou voto em Marinho. Foram R$ 9,1 milhões liberados pelo MDR e o resto na Saúde.
Como mostrou a coluna em janeiro, o governo Bolsonaro burlou o fim do orçamento secreto imposto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e direcionou as indicações das “emendas de relator” para investimento sob controle dos ministérios, no qual houve uma liberação de R$ 6 bilhões no fim do ano.
Dos R$ 6 bilhões empenhados, com pagamento autorizado pelo governo, foi possível identificar R$ 2 bilhões em locais e ações em que o atendimento foi demandado através do Sistema de Indicação Orçamentária (Sindorc). É o sistema montado para “formalizar” o orçamento secreto.
Dos R$ 414 milhões liberados a senadores, pelo menos R$ 123 milhões vieram do MDR, que, no ano passado, ainda estava sob influência de Marinho. O titular era Daniel de Oliveira Duarte Ferreira, braço direito do ex-ministro.
Os valores repassados a senadores podem ser maiores do que os apresentados acima, já que só foi possível identificar, neste levantamento, os pedidos que passaram pelo Sindorc.
Após a proibição do orçamento secreto pelo STF, em 19 de dezembro, o MDR enviou aos parlamentares um modelo de ofício para que os pedidos fossem apresentados como se fossem de prefeitos, contornando a decisão do Supremo, como mostrou a coluna em dezembro.
Foto reproduzida da Internet
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