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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Economia

Elevação da meta de inflação para 2023 deve ser aprovada neste mês com apoio de Campos Neto

Está no Blog da Ana Flor

O governo Luiz Inácio Lula da Silva pretende mudar a meta de inflação já para este ano – e conta com o apoio do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, relataram ao blog duas fontes graduadas que participam das conversas.

A alteração pode ser concluída já na próxima quinta-feira (16), quando deve se reunir o Conselho Monetário Nacional (CMN). O colegiado é composto pelos ministros da Fazenda, Fernando Haddad; do Planejamento, Simone Tebet, e pelo próprio Campos Neto.

A meta de inflação para este ano é de 3,25% e, para os próximos dois anos, de 3%.

A sugestão até o momento é elevar para 3,5% – o que traria mais impacto para o próximo ano. Em junho, o CMN definirá a meta de inflação para 2026, fechando os 4 anos do governo Lula.

Quando muito baixas, essas metas obrigam o BC a subir mais e mais a taxa de juros – o que “esfria” a economia e ajuda a controlar a alta dos preços.

Segundo informou ao blog uma fonte que participa das discussões, Campos Neto levou à equipe econômica a proposta de alteração da meta inflacionária.

Em 2021 e 2022, o Brasil descumpriu a inflação esperada. Nestes caso, a lei obriga o presidente do Banco Central a escrever uma carta se justificando.


Dentro do BC, já há consenso que a meta de 3,25% de inflação para 2023 dificilmente será cumprida. E isso, mesmo considerando que há um intervalo de tolerância de 1,5 ponto para cima e para baixo – ou seja, que a meta real seria de uma inflação entre 1,75% e 4,75%.

Juros altos também preocupam

Uma fonte do governo afirmou ao blog que, entre as preocupações consideradas por governo e Banco Central, está o risco sistêmico em um mercado no qual corporações tomaram crédito a juros baixos e, agora, têm que conviver com juros dois dígitos na hora de honrar as dívidas.

O mesmo vale para milhões de brasileiros que aproveitam o boom do mercado de crédito nos últimos anos.

“Sem falar que, para o Banco Central, é fonte de descrédito descumprir a meta de inflação pelo terceiro ano seguido”, afirmou o integrante do governo.

Disputa, agora, é pela nova meta

O governo Lula acredita que, com o voto favorável de Campos Neto, a mudança da meta de inflação poderia ser aprovada por unanimidade – o que reduziria o impacto da decisão no mercado financeiro.

Os votos de Haddad e Tebet a favor de uma meta maior são dados como certos.

O governo, agora, discute qual o melhor número para a meta reajustada. Segundo interlocutores, Campos Neto sugeriu uma mudança pequena, dos atuais 3,25% para 3,5%.

O presidente Lula, no entanto, falou recentemente em uma meta de inflação de 4,5%, resgatando o percentual usado pelo país durante vários anos. Neste caso, a meta seria considerada cumprida com uma inflação de até 6% em 2023.



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