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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no Brasil 247
A jornalista Helena Chagas comentou nesta sexta-feira (4) a troca de e-mails do tenente coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, referente à negociação de um relógio da marca Rolex.
Para Helena, as mensagens indicam o comportamento marginal de Bolsonaro e seu entorno. “Era um governo muito maloqueiro”, afirmou a jornalista. “Os e-mails do major Cid sobre a venda – enquanto Bolsonaro ainda era presidente – do Rolex ganho da Arábia Saudita expõe, além da desonestidade de se apropriar de um presente de Estado, um presidente da República muito chinfrim. Quem faz isso ocupando o mais alto cargo do país é indigno de se sentar naquela cadeira. O que mais Bolsonaro terá vendido? E recebido em troca?”, questionou Helena.
Em 6 de junho de 2022, Cid recebeu um e-mail em inglês de uma interlocutora. Ela expressou: “obrigada pelo interesse em vender seu Rolex. Tentei entrar em contato por telefone, mas não obtive sucesso.” Em seguida, questionou: “Qual é o valor que você espera receber por ele? O mercado de relógios Rolex usados está em declínio, especialmente para modelos cravejados com platina e diamante, devido ao alto valor. Quero ter certeza que estamos na mesma linha antes de fazermos tanta pesquisa”.
Em resposta, Mauro Cid informou que não possuía o certificado do Rolex, uma vez que “foi um presente recebido durante uma viagem oficial”, e ele tinha a intenção de vender o relógio por US$ 60 mil (cerca de R$ 300 mil, conforme a cotação atual). Entretanto, os e-mails não detalhavam as circunstâncias da aquisição do relógio, informa o jornal O Globo.
Durante uma visita à Arábia Saudita em outubro de 2019, Jair Bolsonaro recebeu um conjunto de joias, incluindo um Rolex, um anel, uma caneta e um rosário islâmico, do rei Salman bin Abdulaziz Al Saud. Recentemente, a defesa de Bolsonaro devolveu os itens de luxo após uma investigação da Polícia Federal relacionada a outro conjunto de joias sauditas, no valor de R$ 5 milhões, retido pela Receita Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP).
No passado, Mauro Cid, atuando como ajudante de ordens, tentou recuperar o conjunto de joias retido pela Receita Federal, antes de Bolsonaro deixar o cargo presidencial e partir para os Estados Unidos. A defesa de Cid alega não ter acesso aos e-mails que estão em posse da CPMI do dia 8 de janeiro.
Mauro Cid está preso desde maio e enfrenta investigações por parte da Polícia Federal relacionadas a um possível esquema de fraudes no cartão de vacinação, bem como por manter conversas com teor golpista. Além disso, a CPMI também está examinando transações financeiras realizadas por Cid. Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicou que o militar movimentou R$ 3,2 milhões em um período de seis meses, uma operação considerada incompatível com seu patrimônio, uma vez que ele recebe um salário mensal de R$ 26 mil como oficial do Exército.
Foto reproduzida da Internet
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