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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no Brasil 247
Em uma profunda reflexão sobre a conjuntura geopolítica global e os rumos da América Latina, o filósofo do direito e jurista Alysson Mascaro formulou um alerta central em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, na TV 247: o imperialismo atua de forma deliberada para “esterilizar politicamente” o continente sul-americano, privando-o de sua capacidade de soberania e de elaboração de alternativas ao capitalismo global.
Segundo Mascaro, enquanto a Europa se transformou nas últimas décadas em um espaço politicamente “pasteurizado” — cuja classe política atua de forma homogênea sob o guarda-chuva militar da OTAN e a tutela dos interesses de Washington —, a América Latina ainda preserva uma pulsação histórica viva, caracterizada por batalhas populares e projetos soberanos de integração.
“A Europa é um continente politicamente esterilizado, sugado, sem força e sem autonomia. O plano do imperialismo é fazer o mesmo com a América Latina: retirar nossa capacidade de reação, de sonho e de independência”, pontuou o jurista.
O risco do “modelo alemão” no Brasil
Durante o programa, Mascaro estabeleceu um paralelo direto entre a crise da indústria europeia e o momento estratégico vivido pelo Brasil. Ele apontou como a Alemanha, ao se submeter às sanções e diretrizes impostas pelo imperialismo estadunidense, rompeu com fontes baratas de energia e enfraqueceu seu parque produtivo.
Para o professor, o Brasil ocupa no continente sul-americano uma posição equivalente à da Alemanha no bloco europeu. Se o país sucumbir ao alinhamento automático a Washington e virar as costas para parcerias estratégicas com o Sul Global — como a China e o bloco dos BRICS —, correrá o risco de passar por um processo acelerado de desindustrialização e estagnação econômica.
“O Brasil precisa resistir à tentação do alinhamento cego. Nosso crescimento e nossa soberania dependem da integração regional e do fortalecimento das relações multipolares. Transformar a América Latina em um entreposto apático do Ocidente em decadência é o sonho das elites liberais, mas o pesadelo do povo trabalhador”, destacou.
Foto reproduzida da Internet
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