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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Política

Emails apontam que Bolsonaro recebeu pedras preciosas e CPI aciona Procuradoria

Está no Brasil 247

 Integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro quer que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue a origem e o paradeiro de “pedras preciosas” entregues a Jair Bolsonaro (PL) no final de outubro do ano passado em Teófilo Otoni (MG). Uma troca de emails entre funcionários ajudantes de ordens da Presidência apontou que o ex-mandatário teria recebido, durante sua passagem pela cidade, um eniouelope e uma caixa com pedras preciosas para a então primeira-dama, Michelle Bolsonaro. A informação foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo.

O ex-assessor Cleiton Henrique Holzschuk afirmou que, a pedido do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, “as pedras não devem ser cadastradas e devem ser entregues em mão para ele [Cid]”. “Foi guardado no cofre grande, 01 (um) envelope contendo pedras preciosas para o PR [presidente] e 01 (uma) caixa de pedras preciosas para a PD [primeira-dama], recebidas em Teófilo Otoni em 26/10/22”, relata Holzschuk.

O ex-assessor disse que o “Sgt Furriel” (sargento Marcos Vinícius Pereira Furrie) estaria “ciente do assunto” e que poderia tirar dúvidas. Cid é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) e em outras instâncias, incluindo no caso das joias enviadas ao ex-mandatário por autoridades da Arábia Saudita. O militar está preso desde o início de maio por determinação do ministro Alexandre de Moraes.

No documento enviado à PGR, parlamentares questionaram se Bolsonaro cometeu o crime de peculato, e afirmaram que as pedras preciosas não constam na relação de 1.055 itens recebidos oficialmente por ele nos quatro anos de mandato. “Sabe-se que, no dia do recebimento, a 4 dias do segundo turno das Eleições Presidenciais de 2023, Bolsonaro estava fazendo campanha em Teófilo Otoni”, diz o texto do pedido de investigação. “Ou seja, as pedras preciosas não foram recebidas em cerimônia protocolar. Logo, questiona-se: quem presenteou Jair Bolsonaro? Qual o motivo da recusa em cadastrar o presente?”.

O advogado Josino Correia Junior, morador de Teófilo Otoni, admitiu ter dado o presente a Bolsonaro durante a passagem do então candidato à reeleição pela cidade do sudeste de Minas, conhecida como capital das pedras preciosas. Correia disse que quis presentear o ex-presidente com um souvenir da cidade. “São pedras semipreciosas. Comprei na véspera da vinda dele à cidade. Custaram R$ 400”, afirmou.

Foto reproduzida da Internet

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