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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

por Carlos Alberto Barbosa
Chega a ser execrável um político pré-candidato à Presidência do Brasil, no caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), negociar a nossa soberania em troca de “apoio” do governo Donald Trump à sua eleição. O parlamentar teve o disparate de dizer em coletiva de imprensa que se encontrou com o Donald Trump e exaltou uma aproximação com Washington em áreas como segurança e minerais críticos.
Flávio Bolsonaro, como que um lambe-botas ou cachorrinho de estimação de Donald Trump (veja charge), quer entregar o Brasil, se eleito presidente, aos yankes, levando o nosso país a ser subserviente aos interesses do presidente americano. O crime organizado deve ser combatido, mas que segurança é tema “nacional”, que cooperação internacional é “bem-vinda”, não podendo servir de “pretexto” para intervenção, como bem disse o assessor especial para assuntos internacionais do presidente Lula, Celso Amorim.
É certo dizer que Flávio Bolsonaro buscou a foto com Donald Trump para tirar o foco da crise do Master, que agora tem o seu nome também envolvido com o dono do banco, Daniel Vorcaro. Aliás, sobre o assunto a bem informada Julia Duailibi revelou que quem está por trás do verdadeiro teatro do recuo da CPI do Master é o prório Flávio Bolsonaro. Ele e o PL fizaram acordo com o presidente do Senado, David Alcolumbre (União Brasil/AP) para sepultar a investigação. Flávio fingiu apoiar a CPI apenas porque tinha a garantia de que ela nasceria morta.
O comportamento do senador Flávio Bolsonaro é tão execrável que ele comemorou nas redes sociais a decisão do governo americano. Certamente torce para os Estados Unidos invadir o nosso país com o pretexeto de combater as facções criminosas.
Contudo, apesar de gabar vitória, é bom que se diga que o promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (MP-SP), Lincoln Gakiya, afirmou que a decisão dos EUA de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como terroristas já era uma decisão tomada desde o ano passado e que independia do que fosse dito para os americanos.
É óbvio que a ída do senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos para tirar uma foto no Salão Oval da Casa Branca com o presidente Donald Trump foi tudo programado para, claro, tirar proveito da decisão e falar aos quatro cantos que Trump seguiu sua sugestão. Vale pauta de campanha, claro e óbvio.
Charge: Aroeira
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