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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no Brasil 247
O clã Bolsonaro é o mais afetado pelo escândalo Master entre os grupos e instituições citados individualmente pela pesquisa Genial/Quaest. Para 14% dos brasileiros, a família do ex-presidente Jair Bolsonaro teve a imagem mais prejudicada pelo caso. A opção genérica “todos eles”, porém, lidera o levantamento, mencionada por 50% dos entrevistados.
O governo Lula aparece em seguida, citado por 8%, enquanto 5% apontam o STF e o Judiciário. O Banco Central foi mencionado por 4% e o Congresso Nacional, por 1%. Outros 2% responderam que nenhum dos grupos foi afetado, e 16% não souberam ou não responderam, segundo a rodada de julho da Genial/Quaest.
Percepção de dano generalizado cresce
A parcela dos entrevistados que considera que todos os atores envolvidos sofreram desgaste subiu de 44% em junho para 50% em julho. O percentual atribuído especificamente à família Bolsonaro recuou de 16% para 14%, mas permanece acima dos demais grupos apresentados separadamente.
O governo Lula caiu de 10% para 8%, enquanto STF e Judiciário passaram de 7% para 5%. A percepção de impacto sobre o Banco Central permaneceu em 4%, e a citação ao Congresso recuou de 2% para 1%.
A série histórica revela oscilações no desgaste atribuído à família Bolsonaro. O grupo era apontado por 11% dos entrevistados em março, caiu para 9% em maio, subiu para 16% em junho e marcou 14% na rodada mais recente.
Caso já é conhecido pela maioria
A pesquisa também avaliou o grau de conhecimento da população sobre o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro. Ao todo, 44% disseram estar bem informados sobre o escândalo, enquanto 25% afirmaram possuir poucas informações. Outros 31% declararam não conhecer o assunto.
Em junho, 42% se consideravam bem informados, 25% pouco informados e 33% desconheciam o caso. Os números indicam aumento de dois pontos no grupo que acompanha de perto as investigações.
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do conglomerado em novembro de 2025, citando grave crise de liquidez, comprometimento significativo da situação econômico-financeira e violações às normas do Sistema Financeiro Nacional. Daniel Vorcaro permanece preso preventivamente no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes financeiros.
Flávio negociou financiamento para filme sobre Jair Bolsonaro
A ligação mais direta do caso com a família Bolsonaro envolve o senador e candidato presidencial Flávio Bolsonaro. Áudios, mensagens e documentos revelados pelo Intercept Brasil mostraram que ele negociou com Vorcaro um aporte de US$ 24 milhões, equivalente a cerca de R$ 134 milhões, para financiar “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.
Documentos citados pelas reportagens indicam que pelo menos US$ 10,6 milhões, aproximadamente R$ 61 milhões, foram transferidos entre fevereiro e maio de 2025. A Polícia Federal passou a apurar a origem, o percurso e o destino dos recursos.
Flávio confirmou que procurou Vorcaro para obter financiamento privado, mas negou qualquer irregularidade, contrapartida política ou concessão de vantagem ao banqueiro. O senador afirmou que o aporte tinha finalidade comercial e seria integralmente destinado ao projeto cinematográfico.
As mensagens também expuseram uma relação mais próxima do que a inicialmente admitida pelo senador. Em uma comunicação enviada na véspera da primeira prisão de Vorcaro, Flávio chamou o banqueiro de “irmão” e afirmou que estaria ao lado dele, embora posteriormente tenha negado intimidade pessoal.
Jair e Eduardo aparecem no entorno do projeto
Jair Bolsonaro era o personagem central do filme para o qual o dinheiro foi solicitado. Conversas divulgadas pelo Intercept indicaram ainda a organização de uma visita do ex-presidente à mansão de Vorcaro, em Brasília, para assistir a material relacionado ao projeto. O encontro teria sido articulado em março de 2025, pouco depois de Bolsonaro se tornar réu no processo sobre a tentativa de golpe de Estado.
A apuração também identificou Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mário Frias (PL-SP), ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro, como interlocutores ou intermediários ligados ao desenvolvimento da produção.
Mário Frias, produtor-executivo do longa, inicialmente afirmou que a obra não havia recebido recursos de Vorcaro. Depois, reconheceu que houve dinheiro proveniente da Entre, empresa relacionada ao controlador do Banco Master, e alegou que a divergência decorria da forma como a origem formal do investimento havia sido interpretada.
Ciro Nogueira também está sob investigação
O escândalo alcançou ainda um dos principais aliados políticos da família Bolsonaro. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), que comandou a Casa Civil no governo Jair Bolsonaro, tornou-se alvo de uma fase da Operação Compliance Zero.
Segundo o STF, a investigação apura uma suposta atuação de Ciro em favor dos interesses de Daniel Vorcaro, em troca do recebimento de vantagens indevidas. Investigadores sustentam que o parlamentar teria usado influência política para beneficiar os negócios do Banco Master. A defesa do senador nega irregularidades.
Relatórios atribuídos à Polícia Federal apontaram pagamentos de pelo menos R$ 6 milhões a empresas ligadas ao senador entre 2024 e 2025. Ciro Nogueira contesta as acusações e afirma que sua atuação parlamentar ocorreu dentro da legalidade.
Escândalo atravessa direita e esquerda
Apesar do impacto maior atribuído à família Bolsonaro entre os grupos individualizados, o resultado da Quaest indica que a população percebe o caso como um problema disseminado pelo sistema político e institucional. Isso ajuda a explicar por que metade dos entrevistados escolheu a resposta “todos eles”.
As investigações também alcançaram políticos ligados ao governo Lula, como o senador Jaques Wagner (PT-BA), além de dirigentes do sistema financeiro e autoridades de outras instituições. A amplitude das apurações reforça a leitura de que Vorcaro mantinha relações com lideranças de diferentes campos ideológicos.
A Genial/Quaest entrevistou presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de julho de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-07181/2026.
Foto reproduzida da Internet
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