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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no Brasil 247
Os beneficiários do Bolsa Família e as pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) concentraram a imensa maioria dos postos de trabalho com carteira assinada abertos no Brasil durante o ano de 2025. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), elaborados com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apontam que, dos 1,274 milhão de empregos formais criados no país ao longo daquele ano, 1,160 milhão — o equivalente a 91% do total — foram preenchidos por esse público, informa o Metrópoles.
O resultado abrange tanto as famílias que efetivamente recebem a transferência de renda do Bolsa Família quanto aquelas que estão registradas no CadÚnico, sistema do governo federal que mapeia a população de baixa renda. De acordo com a avaliação do governo federal, os indicadores comprovam a inserção produtiva dessa parcela da sociedade e rebatem a tese de que os programas de transferência de renda atuam como desestimulo ao trabalho formal.
A dinâmica positiva teve continuidade nos primeiros meses de 2026. Entre janeiro e maio, o saldo do emprego formal no país atingiu 767 mil vagas. Desse conjunto, 517 mil postos foram ocupados por trabalhadores oriundos de famílias beneficiárias do Bolsa Família, enquanto outros 200 mil foram preenchidos por pessoas cadastradas no CadÚnico que não recebiam o benefício. Apenas cerca de 50 mil oportunidades ficaram com trabalhadores fora do universo do cadastro social, o que significa que mais de dois terços das novas vagas com carteira assinada foram destinadas à população de baixa renda vinculada a políticas sociais.
Um dos fatores que impulsionam essa movimentação é a chamada “regra de proteção” do Bolsa Família, instrumento que permite aos beneficiários ingressarem no mercado de trabalho formal sem perder o auxílio imediatamente. A norma autoriza a permanência no programa mesmo após o aumento da renda familiar, reduzindo o valor recebido de forma gradual, desde que a renda per capita permaneça dentro de um limite ampliado. O objetivo é evitar o incentivo à informalidade e assegurar uma transição financeira mais estável para as famílias.
Perfil dos trabalhadores contratados
O levantamento do MTE detalha o perfil sociodemográfico dos trabalhadores beneficiários que acessaram o mercado formal:
Remuneração infeior e alta rotatividade
Apesar do avanço no volume de contratações, os dados do Caged demonstram que os trabalhadores vinculados ao programa enfrentam condições de maior vulnerabilidade no mercado de trabalho. Em maio de 2026, quando o salário mínimo nacional estava fixado em R$ 1.621,00 mensais, o salário médio de admissão dos beneficiários do Bolsa Família foi de R$ 1.901,00. O valor fica abaixo do rendimento médio dos inscritos no CadÚnico sem benefício (R$ 2.076,00) e é 37,4% menor do que a média obtida por trabalhadores fora do cadastro social, que alcançou R$ 2.612,00.
Outro desafio destacado pelo levantamento é o tempo médio de permanência no emprego. Enquanto os trabalhadores de famílias do Bolsa Família permanecem em média seis meses nos postos formais, esse período sobe para mais de 14 meses entre os inscritos no CadÚnico sem benefício e supera os 20 meses para quem está fora do cadastro.
A subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho do MTE, Paula Montagner, explica que a menor permanência se deve, em grande medida, aos menores salários iniciais, o que leva os trabalhadores a se desligarem em busca de oportunidades com remuneração mais vantajosa. Montagner cita ainda o peso das atividades sazonais no campo, como os trabalhos em lavouras e colheitas rurais, cujas demissões ocorrem ao término das safras.
Resposta às críticas e declaração do ministro
Os dados divulgados pelo MTE surgem em meio a questionamentos recorrentes de analistas, políticos e figuras públicas que afirmam que o programa geraria dependência e desincentivaria a busca por empregos. O Ministério do Trabalho contesta as críticas sustentando que os números do Caged evidenciam o engajamento contínuo dos beneficiários na busca por trabalho formal.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT), classificou os ataques ao programa como inverdades e reiterou que o Bolsa Família não afasta a mão de obra do mercado:
“Eu não consigo entender e não consigo aceitar que uma família tenha como objetivo sobreviver do Bolsa Família. Na verdade, existe muito preconceito. O Bolsa Família é o colchão de proteção social para que ninguém passe fome no país e tiramos o Brasil do mapa da fome por duas vezes”, declarou Marinho durante coletiva de imprensa sobre os dados do Caged.
Regras para a inclusão do programa
O acesso ao Bolsa Família é voltado a famílias de baixa renda em todo o território nacional (incluindo famílias unipessoais) e exige o cumprimento dos seguintes critérios:
Foto reproduzida da Internet
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