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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no Brasil 247
A forma como o tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras repercute nas redes sociais varia significativamente de uma plataforma para outra. Um levantamento da empresa de monitoramento Palver publicado pelo UOL, revela que Instagram, X e grupos públicos de WhatsApp apresentam dinâmicas próprias de circulação de conteúdo, produzindo percepções bastante diferentes sobre o mesmo fato político.
Publicado nesta quarta-feira (22), o estudo mostra que não existe uma única “opinião das redes”. Ao contrário, cada ambiente digital privilegia determinadas narrativas, influenciando a forma como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro são associados ao debate sobre as tarifas norte-americanas.
Já em relação ao senador Flávio Bolsonaro, o estudo identifica um padrão mais uniforme entre as três redes. Diferentemente de Lula, cuja avaliação varia conforme a plataforma, Flávio enfrenta predominância de menções negativas em todos os ambientes analisados.
No Instagram, 80% das postagens relacionadas ao senador têm tom crítico. No X, esse percentual sobe para 84%. Mesmo no WhatsApp, ambiente em que o campo bolsonarista apresenta desempenho relativamente melhor, 74% das manifestações que assumem posição sobre o tema atacam o parlamentar.
Narrativas diferentes moldam o debate
A pesquisa aponta que a principal explicação para essas diferenças está nos temas predominantes em cada plataforma.
No Instagram, duas narrativas concentram a maior parte das discussões. A primeira trata dos impactos econômicos da tarifa adicional, responsável por 41% das publicações. A segunda enfatiza a soberania nacional, presente em 25% das postagens.
No Instagram, Lula aparece em posição favorável. Entre as publicações que assumem algum posicionamento, 70% defendem o presidente, enquanto 30% fazem críticas. Segundo o levantamento, essa vantagem permanece mesmo quando o alcance das publicações é considerado, e não apenas o volume de postagens.
O cenário muda de forma significativa nos grupos públicos de WhatsApp. Nesse ambiente, 65% das mensagens que tomam partido criticam Lula, contra 35% que o defendem. No X, a situação também é desfavorável ao presidente: 62% das manifestações analisadas são negativas, enquanto 38% expressam apoio.
Segundo o levantamento, essa narrativa sobre soberania reúne características que favorecem a viralização, alcançando mais usuários proporcionalmente ao número de publicações. Expressões como “soberania não se negocia” e “ninguém vai mudar nosso Pix” aparecem com frequência nesse conjunto de conteúdos. Nesse eixo narrativo, o campo governista concentra 47% do alcance das publicações.
Nos grupos públicos de WhatsApp, a lógica é diferente. O impacto econômico da tarifa representa apenas 17% das mensagens, tornando-se o tema menos frequente. Em vez disso, predomina a busca por responsáveis pela crise.
Ao todo, 35% das mensagens atribuem culpa a algum ator político: 20% responsabilizam Lula, enquanto 15% direcionam as críticas a Flávio Bolsonaro. Entre as mensagens voltadas ao presidente, predominam frases curtas como “a tarifa é do Lula” e “PT: partido do tarifaço”, segundo o estudo.
No X, a atribuição de responsabilidade também domina o debate, ocupando 48% das publicações analisadas. Nesse caso, há equilíbrio entre os dois polos políticos: 25% das mensagens responsabilizam Lula, enquanto 24% culpam a família Bolsonaro.
Foto: Reprodução/Instagram/@FlavioBolsonaro via BBC
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