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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Economia, Política

Brasil resiste ao tarifaço de Trump e superávit comercial cresce 31,9% no ano

Está no Brasil 247

A balança comercial brasileira manteve trajetória positiva em 2026 e acumulou superávit de US$ 49,04 bilhões entre janeiro e julho, crescimento de 31,9% em relação ao mesmo período anterior. Os números reforçam a capacidade do Brasil de ampliar sua presença no comércio internacional mesmo em um cenário de dificuldades nas relações comerciais com os Estados Unidos sob o governo de Donald Trump.

Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Somente em julho, o desempenho do comércio exterior brasileiro mostrou avanço nas vendas externas e crescimento de setores importantes da economia, com destaque para agropecuária, mineração e indústria de transformação.

Exportações brasileiras avançam

Em julho, as exportações brasileiras alcançaram US$ 34,12 bilhões, expansão de 6,2% em comparação com o mesmo mês do ano anterior.

O crescimento foi puxado por diferentes segmentos da economia. As exportações da agropecuária aumentaram 9,3%, enquanto a indústria extrativa registrou expansão de 10,8%. A indústria de transformação, responsável por parcela relevante dos produtos de maior valor agregado vendidos pelo país, avançou 2,4%.

O desempenho mostra uma expansão relativamente disseminada das vendas externas brasileiras, reduzindo a dependência de um único setor para a sustentação do saldo comercial.

No acumulado de janeiro a julho, as exportações chegaram a US$ 218,55 bilhões, aumento de 10,5%.

Os números correspondem aos primeiros sete meses do ano e indicam fortalecimento do comércio exterior brasileiro em meio a um cenário internacional marcado por disputas comerciais, mudanças tarifárias e maior competição entre as principais economias.

China amplia importância para o Brasil

A China permaneceu como um dos principais motores das exportações brasileiras.

Em julho, as vendas brasileiras ao mercado chinês aumentaram 8,6%. No acumulado do ano, o avanço foi ainda maior, de 14,8%.

O resultado reforça a centralidade da China para a estratégia comercial brasileira e para a geração de superávits externos.

A União Europeia também apresentou resultado positivo, com aumento de 3,9% nas exportações brasileiras em julho.

O desempenho desses mercados contrastou com a redução das vendas brasileiras para os Estados Unidos e para a Argentina.

Embora os dados fornecidos pelo MDIC não permitam atribuir isoladamente essa retração à política tarifária do governo Trump, o resultado ocorre em um contexto de maior pressão comercial dos Estados Unidos e amplia a relevância da diversificação dos destinos das exportações brasileiras.

Estados Unidos e Argentina registram déficits para o Brasil

A composição geográfica do comércio exterior mostra diferenças importantes entre os principais parceiros brasileiros.

Brasil mantém superávits comerciais com China e União Europeia, enquanto as relações comerciais com Estados Unidos e Argentina apresentam déficits.

Essa configuração reforça o peso dos mercados asiático e europeu para a formação do saldo positivo da balança comercial brasileira.

No caso dos Estados Unidos, o recuo das exportações brasileiras ocorre justamente em um momento de maior tensionamento comercial promovido pelo presidente Donald Trump.

A capacidade de ampliar vendas para outros destinos ajuda a reduzir os efeitos econômicos de dificuldades enfrentadas em mercados tradicionais e fortalece a estratégia brasileira de diversificação de parceiros comerciais.

Importações também crescem

O aumento do superávit ocorreu mesmo com uma expansão significativa das importações.

Em julho, o Brasil importou US$ 27,05 bilhões em produtos, alta de 7,6%.

As compras externas da indústria extrativa cresceram 31,4%, enquanto as importações relacionadas à indústria de transformação avançaram 6,9%.

O crescimento simultâneo das exportações e das importações indica uma ampliação mais ampla das relações comerciais brasileiras com o restante do mundo.

Entre janeiro e julho, o fluxo de comércio — soma das exportações e importações — alcançou US$ 388,06 bilhões, crescimento de 8,2%.

China e União Europeia tiveram participação relevante nessa expansão.

Superávit alcança US$ 49 bilhões

No acumulado dos sete primeiros meses de 2026, a balança comercial brasileira registrou saldo positivo de US$ 49,04 bilhões.

O número representa crescimento de 31,9% e demonstra que as exportações continuam gerando receitas suficientes para superar com ampla margem o valor das importações.

O desempenho externo também representa uma fonte importante de entrada de dólares no país e contribui para a posição das contas externas brasileiras.

A expansão das exportações da agropecuária, da indústria extrativa e da indústria de transformação revela ainda que o resultado positivo não está concentrado exclusivamente em um único segmento.

Diversificação reduz vulnerabilidade externa

Os dados do MDIC evidenciam uma mudança importante na geografia do comércio brasileiro.

Enquanto as exportações enfrentam dificuldades em mercados como Estados Unidos e Argentina, o crescimento das vendas para China e União Europeia sustenta a expansão do comércio exterior.

A China, em particular, reforça sua posição como destino decisivo para produtos brasileiros, com crescimento de 14,8% nas exportações acumuladas no ano.

O avanço do fluxo comercial e o aumento do superávit mostram que o Brasil mantém capacidade de expansão internacional mesmo diante de um ambiente de maior protecionismo e tensões comerciais.

Os resultados também destacam a importância da diversificação de parceiros econômicos para reduzir a exposição do país a decisões comerciais tomadas unilateralmente por grandes potências e preservar a capacidade brasileira de ampliar suas exportações.

Foto reproduzida da Internet

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