O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.
Arquivos
Links Rápidos
Categorias
E-book
O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.
Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

por Eduardo Guimarães, no Brasil 247
Ao longo deste ano, venho alertando sobre o risco que representava alguém como André Mendonça ganhar, inexplicavelmente, o poder que ganhou e, mais do que isso, o apoio inacreditável que auferiu de setores da esquerda.
Figura obscura no Direito, André Mendonça chegou ao Ministério da Justiça pelas mãos de Jair Messias Bolsonaro após atuar em seu governo na Advocacia-Geral da União.
Sua carreira pífia (para alguém chegar ao Supremo) torna um mero acidente ele estar no Tribunal. Falta-lhe notório saber jurídico, para dizer o mínimo.
Formou-se em Direito em Bauru (1993). Especializou-se na UnB. Fez mestrado e doutorado em Salamanca (Espanha). Estudou Teologia e atuou como pastor evangélico.
Seu início profissional foi na advocacia privada e, de 1997 a 2000, trabalhou na Petrobras Distribuidora. Em 2000, entrou por concurso na AGU e ficou lotado em Londrina.
Passou mais de duas décadas na AGU. Foi procurador-seccional, dirigente da Escola da AGU, corregedor e diretor de Patrimônio e Probidade, cargo para o qual foi nomeado por Dias Toffoli, então AGU no governo Lula.
De 2016 a 2018, no governo Temer, foi assessor especial do ministro Wagner Rosário, com foco em acordos de leniência.
No governo Bolsonaro, atuou como Advogado-Geral da União (2019–2020). Foi ministro da Justiça e Segurança Pública (2020–2021), no lugar de Sergio Moro. Retornou à AGU em 2021 até ir ao STF na vaga de Marco Aurélio Mello, sob indicação de Jair Bolsonaro.
De longe, Mendonça é o integrante menos preparado do Supremo para o cargo que ocupa. E, até hoje, só tomou uma decisão que contrariou os Bolsonaro.
No Tribunal desde 2021, o ministro André Mendonça só tomou uma decisão que contrariou seu patrono, Jair Bolsonaro; em 23 de setembro de 2022, decidiu que deveriam ser recolocadas no ar reportagens do portal de notícias UOL que relatavam operações imobiliárias suspeitas da família do então presidente da República.
Todavia, a decisão era inevitável; em 2009, na ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 130, o Supremo derrubou a Lei de Imprensa, proibiu a censura prévia e barrou decisões contra o livre exercício da atividade jornalística. Mendonça não podia fazer outra coisa.
De lá para cá, nunca mais o hoje ministro terrivelmente evangélico contrariou de novo a familícia.
O ataque de Mendonça à Cúpula da Polícia Federal começou muito antes de qualquer rusga com o agora diretor-geral afastado Andrei Rodrigues.
Em 20 de fevereiro último, decisão do então novo relator do caso Master introduziu um ponto central que atinge diretamente o acesso às informações da estrutura de comando da corporação.
Mendonça determinou que “apenas e tão somente as autoridades policiais e agentes diretamente envolvidos na análise e condução dos procedimentos” do caso Master tivessem acesso às informações compartilhadas no inquérito.
“Somente as autoridades policiais e agentes diretamente envolvidos na análise e condução dos procedimentos reciprocamente compartilhados é que devem ter conhecimento das informações acessadas, o que lhes impõe o dever de sigilo profissional, inclusive em relação aos superiores hierárquicos e outras autoridades públicas”, afirmou Mendonça no despacho.
Tudo isso, agora, culmina com o afastamento de alguém que acaba de denunciar que ele interferiu nas investigações da PF para prejudicar o filho do presidente da República, o diretor-geral da corporação e o colega Alexandre de Moraes.
Mendonça é suspeito de estar por trás de todos os vazamentos envolvendo o filho de Lula e ministros do STF. Seria ele a fonte dos jornalistas Malu Gaspar e Lauro Jardim, entre outros, ao denunciarem Moraes.
Apesar disso, Mendonça acusa o diretor-geral da PF de o estar investigando, enquanto o relatório de inteligência da PF atesta que o ministro estava investigando Moraes.
Os efeitos eleitorais sobre Lula eram previsíveis. Este que escreve avisou sobre tudo o que aconteceria. Agora, as acusações ao chefe da PF estão na eleição presidencial juntamente à vinculação de Moraes e Rodrigues a Lula.
Enquanto isso, a campanha de Lula e até a imprensa se afogam em perplexidade. Ora, mas qualquer pessoa um pouco menos distraída perceberia onde o terrivelmente evangélico e o filho trombadinha do Jair queriam chegar.
* Eduardo Guimarães é responsável pelo Blog da Cidadania
Foto reproduzida da Internet
Deixe uma resposta