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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Política

William Marcel Murad assume interinamente direção-geral da PF

Está no g1

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de inteligência policial, Leandro Almada da Costa, foram oficialmente notificados no início da tarde desta terça-feira (8) sobre a decisão judicial que determinou seus afastamentos preventivos das funções.

Com a entrega formal das intimações judiciais, o diretor-executivo da corporação, William Marcel Murad, assume imediatamente o cargo de diretor-geral em exercício da Polícia Federal (veja currículo abaixo).

Dessa forma, é consumada a transição que havia sido desenhada pela cúpula para evitar qualquer vácuo de poder no comando da segurança pública federal.

Os mandados de notificação cumprem a decisão liminar expedida nas primeiras horas do dia pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Quem é William Marcel Murad

Delegado de carreira da Polícia Federal desde 2002 — ano em que se formou em primeiro lugar em seu Curso de Formação Profissional —, William Marcel Murad possui graduação em direito pela Universidade de São Paulo (USP) e um currículo de forte perfil técnico e trânsito internacional.

Antes de assumir a diretoria-executiva (o segundo cargo mais importante da corporação) em janeiro de 2025, Murad serviu como adido da PF no Reino Unido entre 2021 e 2024 e foi diretor de Tecnologia da Informação e Inovação da instituição.

Especialista na área de inteligência, com formação complementar na Academia Nacional do FBI (nos Estados Unidos) e em inteligência antidrogas no Peru, ele coordenou a operação de inteligência de segurança pública nas Olimpíadas do Rio 2016 e atuou na coordenação do Centro Integrado de Comando e Controle na Copa do Mundo de 2014.

Murad também acumula experiência operacional na chefia de delegacias de repressão a crimes fazendários, entorpecentes e ao crime organizado no Nordeste e em São Paulo.

Transição imediata

Andrei Rodrigues e Leandro Almada já aguardavam a chegada dos oficiais de Justiça para formalizar a saída dos cargos.

Conforme revelado em caráter reservado por fontes da corporação mais cedo, a transmissão de comando para William Murad estava condicionada estritamente à ciência jurídica oficial da decisão judicial — o que ocorreu há pouco.

Agora sob a gestão provisória de Murad, a Polícia Federal deve cumprir rito imediato das determinações impostas pela decisão do relator do STF, que incluem:

  • a instauração imediata, por meio da Corregedoria da PF, de inquéritos de natureza penal e procedimentos administrativo-disciplinares para apurar as circunstâncias da confecção dos relatórios de inteligência sob suspeita;
  • a suspensão total de qualquer atividade de produção, elaboração ou compartilhamento (mesmo que interno) de relatórios de inteligência que tenham por objetivo analisar atos funcionais de magistrados, integrantes da advocacia pública ou membros da polícia judiciária.

O estopim da crise e o julgamento no STF

A decisão de Mendonça de afastar temporariamente os dois chefes policiais ocorreu após a revelação de seis relatórios de inteligência produzidos pela PF no mês de agosto.

Os documentos apontaram que tanto o ministro relator do STF quanto o advogado-geral da União, Jorge Messias, foram submetidos a um “monitoramento sistemático” e de “coleta dirigida” de informações por mais de 30 dias por parte da inteligência da corporação.

Mendonça classificou os relatórios como “apócrifos”, sem validade jurídica e característicos de uma prática de “arapongagem institucional” com manifesto desvio de finalidade.

O governo federal prepara uma ofensiva no STF segundo o blog da jornalista Andreia Sadi, sob o argumento de que a decisão monocrática de afastar o diretor-geral violaria a competência privativa da Presidência da República para a escolha e livre nomeação do comando da PF.

O referendo da decisão de Mendonça na Segunda Turma virtual do STF chegou a formar maioria de 3 votos a 0 a favor da manutenção dos afastamentos (com votos de Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques), mas a sessão eletrônica extraordinária foi suspensa por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

Embora a votação no colegiado esteja pausada, a liminar individual de Mendonça continua plenamente eficaz, o que forçou o afastamento imediato dos delegados e a assunção de William Murad na chefia da PF.

Foto: Diário 360 Notícias

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