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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Isto É
Como o eleitor vai escolher
O eleitor brasileiro sempre votou com o bolso e o coração. Mais maduro e pragmático do que antes, contudo, é provável que desta vez a razão prevaleça. Pesquisas apontam que, com a economia estabilizada e o desemprego em queda, temas como saúde e segurança passaram ao topo das preocupações do cidadão. Os debates, a opinião de familiares e amigos, assim como notícias jornalísticas e o trabalho dos partidos e seus cabos eleitorais também influenciam na escolha, mas em menor grau. “O voto, mesmo sendo individual, reflete uma complexa combinação de anseios e constatações”, diz o presidente do Datafolha, o sociólogo Mauro Paulino.
Uma pesquisa do Vox Populi aponta ainda que, dentre as qualidades que o eleitor sempre procura num político, a honestidade está em primeiro lugar. Ela é seguida da capacidade em entender os problemas do povo, ter condições de resolver esses problemas e ideias novas para o Brasil. Em último lugar no ranking de características está a experiência administrativa e política, que pelo visto saiu de moda. “Se aquele que não tinha curso superior e ‘nunca tinha sido nada’ deu tão mais certo que um dos mais ilustres intelectuais de sua geração, o problema é o critério”, diz o diretor do instituto, Marcos Coimbra.
Época
O presidente e o futuro
Nas seis eleições presidenciais disputadas desde a redemocratização do país, Luiz Inácio Lula da Silva foi candidato em cinco. Na sexta, o nome de Lula não apareceu na urna eletrônica. Paradoxalmente, a campanha presidencial de 2010 entra, porém, para a história como aquela em que seu protagonismo na política brasileira atingiu o auge. Lula impôs a seu partido, o PT, uma candidata totalmente inexperiente em disputas eleitorais, transformou-a em favorita – transpondo, em muitas ocasiões, os limites da lei e das boas práticas republicanas – e agora está muito próximo de elegê-la como sucessora. Navegando em índices quase escandalosos de popularidade, próximos dos 80% de aprovação, Lula viu a própria oposição, de forma canhestra, tentar se associar a seu sucesso.
No exterior, Lula, cada vez mais, é comparado a Nelson Mandela, o estadista que liderou a África do Sul na superação do regime do apartheid. Em comum, Lula e Mandela têm trajetórias míticas que se confundiram com as aspirações das sociedades que governaram – a história da ascensão de Lula, de retirante nordestino a presidente da República, espelha o sonho de milhões de brasileiros. A aura mitológica que cerca a figura de Lula explica, porém, apenas em parte o fenômeno político do “lulismo”. O mito não teria ganhado força se não estivesse fundamentado numa base sólida. Sob a presidência de Lula, o Brasil termina a primeira década do século XXI como uma força emergente no mundo
O presidente e o mito
Um pai, um líder, o maior estadista do mundo, o melhor presidente do Brasil. Um amigo, um fenômeno, um enviado de Deus, um anjo, um assombro. O pai dos pobres, o pai celestial. Em Pernambuco, estado natal do presidente da República e onde ele recolhe os mais altos índices de aprovação a seu governo (88%), esses são alguns dos termos escolhidos pela população para se referir a Luiz Inácio Lula da Silva. Escolhida por Lula para ser a candidata do PT a sua sucessão, a ex-ministra Dilma Rousseff virou em Pernambuco “a mulher”, “a mulher do homem”, “a mulher de Lula”, “a menina de Lula”, “a mulher do presidente”. No estado, segundo pesquisa do instituto Datafolha feita na semana passada, a mineira Dilma acumulava 66% das intenções de voto para presidente, seu mais alto índice em todo o país.
Carta Capital
Eles ainda sonham com a marcha
A pouco mais de uma semana das eleições, o núcleo da campanha do candidato do PSDB, José Serra, debatia-se com a possibilidade ou não de usar, no horário gratuito da tevê, um vídeo de terror eleitoral criado no melhor estilo do cineasta Zé do Caixão para fazer de cada eleitor brasileiro uma Regina Duarte em pânico. Na peça, veiculada na internet, pergunta-se se Dilma Rousseff será capaz de segurar os radicais do PT, “o partido que não gosta da imprensa”, representados por cães da raça rottweiler. Um dos pontos altos da propaganda mostra um exemplar da revista Veja em chamas.
A dúvida sobre a exibição não era só de ordem “marqueteira” (ataques desse naipe funcionam ou não?), mas jurídica. A lei eleitoral proíbe “efeitos especiais” na campanha, entre eles colocar atores para interpretar personagens reais – no caso Lula e Dilma.
O comercial tucano coroa um momento singular da vida política brasileira. Após o presidente da República reclamar do comportamento da mídia, que, segundo ele, age como partido político, uma reação capitaneada pelos meios de comunicação fez lembrar as marchas que clamavam pelo golpe militar em 1963 e 1964. O mais badalado evento, um ato na Faculdade de Direito do Largo São Francisco precisou arregimentar alunos às pressas para formar um quórum de 150 participantes e propiciar a foto que os jornais estampariam no dia seguinte.
Veja
TSE vai divulgar votos de candidatos barrados
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) vai divulgar os votos recebidos pelos candidatos que disputarem as eleições do próximo domingo com o registro de candidatura indeferido, mas que apresentaram recurso na justiça (sub judice). Contudo, essa divulgação terá que aguardar a totalização final dos votos. A decisão foi tomada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em sessão administrativa realizada no final da noite desta sexta-feira, dia 1º.
O Tribunal apoiou, por maioria, a proposta do ministro Ricardo Lewandowski para permitir a divulgação, mas por questões técnicas, apenas após o resultado da eleição. Nesse ponto, ficou vencido o ministro Marco Aurélio que defendia a divulgação imediata da votação desses candidatos.
O TSE acolheu um pedido do Partido Progressista (PP) para que fosse autorizada a divulgação dos votos dos candidatos sub judice. Ficou definido que a divulgação será feita na página do TSE na internet.
Impasse eleitoral
Lewandowski informou ao Plenário que os votos dos candidatos com registro indeferido continuarão sendo desconsiderados para efeito de totalização, até que a justiça tenha uma decisão final sobre a situação de cada candidato.
Isso significa que permanece o impasse eleitoral criado pela falta de uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). Depois de mais de 15 horas de julgamento e um inusitado racha de 5 a 5 sobre a constitucionalidade da lei, a Suprema Corte arquivou o processo do ex-candidato ao governo do Distrito Federal (DF) Joaquim Roriz sem decidir se a Ficha Limpa, afinal, deve ou não ser aplicada nas eleições de domingo.
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