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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Em nota divulgada à imprensa a direção do Hospital Walfredo Gurgel, o maior da rede pública hospitalar no Rio Grande do Norte, explica as razões da demissão coletiva ocorrida hoje. Dentre as justificativas para o ato em conjunto está “a indefinição do perfil assistencial do hospital, que dificulta o processo administrativo (aquisição de material médico hospitalar, insumos, medicamentos e dimensionamento de pessoal) e; a inexistência de um Complexo de Regulação para o atendimento de urgência, organização da oferta de leitos, exames e consultas especializadas, implicando no entendimento confuso do princípio da “vaga zero” e impondo ao hospital de 268 leitos, por vezes, mais de 350 pacientes, dos quais 90 pacientes “internados” em macas no Pronto-Socorro e um número considerável de pacientes à espera de leitos de UTI. Segue a nota:
Nota
Desde o início da atual gestão do “Complexo Hospitalar Monsenhor Walfredo Gurgel”, o grupo diretor elegeu como prioridade a excelência na assistência ao paciente crítico que adentra esta unidade hospitalar. Para tanto, envidou esforços na qualificação dos profissionais, na aquisição de equipamentos e na reestruturação física de diversas áreas do hospital.
Alguns grandes obstáculos sempre se colocaram como fatores adversos ao processo de qualificação assistencial, em especial: 1) A indefinição do perfil assistencial do Hospital, que dificulta o processo administrativo (aquisição de material médico hospitalar, insumos, medicamentos e dimensionamento de pessoal); 2) A inexistência de um Complexo de Regulação para o atendimento de urgência, organização da oferta de leitos, exames e consultas especializadas, implicando no entendimento confuso do princípio da “vaga zero” e impondo ao hospital de 268 leitos, por vezes, mais de 350 pacientes, dos quais 90 pacientes “internados” em macas no Pronto-Socorro e um número considerável de pacientes à espera de leitos de UTI.
Apesar das dificuldades aqui colocadas, o compromisso em oferecer a melhor assistência tem movido os profissionais desta Direção na luta constante por avanços dos seus processos de trabalho.
Nos últimos anos, o Governo do Estado e a Secretaria Estadual de Saúde entendendo que o processo de descentralização seria salutar no avanço administrativo da rede hospitalar, apostou na capacidade gerencial dos hospitais estaduais e, em especial, no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, ampliando sua dotação orçamentária/financeira. Essa medida permitiu agilizar, por um certo período, a aquisição de medicamentos e insumos, qualificando o custeio do hospital.
É bem verdade que nos últimos cinco meses a escassez na transferência de recursos trouxe prejuízos enormes ao abastecimento gerando um débito na ordem de 4 milhões de reais, fazendo com que o inicio de 2011 fosse marcado por sérios problemas de abastecimento, dentre outros.
Contudo, no início de nova gestão estadual e de um novo ano, as esperanças se renovaram e o otimismo mais uma vez veio à tona, no anseio por ações que pudessem reverter o quadro existente. Porém, a partir de janeiro, com a mudança da equipe de Governo, essa direção não identificou ações concretas capazes de minimizar os nós críticos da instituição, muito menos a participação dessa mesma equipe nas discussões dos projetos da SESAP relativos às ações de saúde do Estado que produzissem reflexo imediato no cotidiano do serviço. Isto porque entendemos que o Walfredo Gurgel é uma instituição que serve como observatório da saúde podendo subsidiar ações e medidas sanitárias para todo o Rio Grande do Norte.
Além das freqüentes dificuldades do dia a dia, nas últimas semanas tem-se evidenciado pouca atenção por parte da SESAP às solicitações e reivindicações da Diretoria do Hospital no sentido de abastecer os diversos setores, comprometendo as ações assistenciais e consequentemente a qualidade da atenção, prejudicando o quadro de superlotação existente e, até esta data, sequer temos conhecimento da dotação orçamentária do ano de 2011.
Diante de tais fatos, os profissionais que compõem a direção do Complexo Hospitalar Monsenhor Walfredo Gurgel, vêm publicamente informar o desligamento das suas funções.
É importante esclarecer que esta diretoria que ora se desvincula dos cargos diretivos, permanecerá comprometida com aquilo que sempre foi a sua única e grande bandeira de luta e motivo maior de tamanha persistência – NOSSOS USUÁRIOS.
Aos nossos funcionários e grandes colaboradores o nosso chamamento por uma vinculação cada vez maior com uma instituição que tem prestado, ao longo dos anos, inestimáveis serviços à saúde do Rio Grande do Norte e que transcende as cores de “bandeiras partidárias.
Diretoria do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel.
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