E-book

Baú de um Repórter

O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.

Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Política

Lavagem de “roupa suja” na Câmara Municipal de Natal

Leio no portal Nominuto.com que os nobres vereadores natalenses Júlio Protásio (PSB) e Fernando Lucena (PT) resolveram lavar a “roupa suja” na sessão desta terça-feira no plenário da Câmara Municipal, inclusive, com direito a tramissão ao vivo da TV Câmara. Segue o texto do portal assinado pelo repórter Alisson Almeida:

– Quem assistiu à sessão da Câmara Municipal de Natal (CMN), desta terça-feira (6), deve ter ficado confuso ao ver os vereadores Júlio Protásio (PSB) e Fernando Lucena (PT), cujas legendas são aliadas em Natal e no Rio Grande do Norte, acusarem um o partido do outro. Enquanto o peessebista mencionou o escândalo do “mensalão” durante o governo do ex-presidente Lula, o petista rebateu lembrando o esquema da “Operação Impacto” no legislativo municipal.Protásio, em pronunciamento da tribuna da CMN, reclamou da faixa estendida ontem pelos manifestantes do movimento #foramicarla pedindo a saída da CEI dos Contratos dos vereadores que são réus na “Operação Impacto”, processo que investiga o suposto pagamento de propina a parlamentares durante votação do Plano Diretor de Natal em 2007, em fase de investigação na 4ª Vara da Fazenda Pública.

“O importante é desnudar a intensão daquela faixa. Para ser coerente, [a faixa] deveria ser aberta da seguinte forma: ‘Queremos justiça na Operação Impacto e no mensalão do PT’. Isso, sim, seria coerência. Não adianta a Democracia Socialista (DS) do PT vir pra (sic) cá pedir justiça só para a Operação Impacto. A sociedade quer justiça para todo mundo”, protestou.

O “mensalão” do PT, citado pelo vereador, se refere ao escândalo do suposto pagamento de “mesada” a políticos da base aliada no Congresso Nacional, denunciado em 2005, para aprovação de projetos de interesse do governo federal. O processo tramita no STF (Supremo Tribunal Federal) e tem entre seus réus nomes como o ex-deputado federal petista cassado José Dirceu.

Júlio Protásio alfinetou o petista ao lembrar que José Dirceu foi aplaudido de pé durante o 4º Congresso Nacional do PT, realizado no final de semana passado em Brasília. “A sociedade quer justiça também para José Dirceu, que foi aplaudido de pé pelos petistas em Brasília”, provocou.

Em seguida, foi a vez de Fernando Lucena ir à tribuna para defender seu partido e acusar o de Protásio. Para surpresa de todos, o petista, além de não negar a existência do “mensalão”, afirmou que havia esquema semelhante na Câmara Municipal de Natal.

“Teve mensalão e continua tendo. O PMDB está lá [na base do governo da presidenta Dilma Rousseff] por mensalão. Aqui na Câmara Municipal também tem mensalão. Ou vocês acham que os vereadores apoiam [a prefeita] Micarla de Sousa de graça?”, bradou o vereador, provocado um silêncio constrangedor no plenário diante de tão enfática defesa do fisiologismo político.

Presidente do diretório natalense do PT, Lucena afirmou que seu partido é “coerente” e, mesmo admitindo a existência do “mensalão”, disse que a legenda, ao contrário das demais, não se norteia pelo “fisiologismo”.

Lucena lembrou, ainda, o escândalo do “foliaduto”, o suposto esquema que teria desviado R$ 2,2 milhões da Fundação José Augusto na segunda gestão da ex-governadora Wilma de Faria (PSB) através da contratação fictícia de bandas e artistas, por meio de aprovação de créditos suplementares.

“Nós do PT temos que cobrar o PSB, porque a conta é muito grande. Isso é porque o PSB é nosso aliado. Imagine se fosse inimigo. O PT está mudando o país e combatendo as oligarquias. Nosso partido é diferente e causa inveja nesses outros partidos fisiológicos”, acusou.

Fernando Lucena também mencionou a “Operação Impacto”, da qual Júlio Protásio é um dos 14 réus, juntamente com o vereador Adenúbio Melo (PSB), que também é membro da CEI dos Contratos. “A Operação Impacto envergonha essa Casa”, completou.

Obs do blog: Ainda esta semana publiquei aqui neste espaço um comentário sob o título “Está na hora de deixar de brincar de legislar e fazer leis sérias”, onde fazia uma alusão aos nossos vereadores em virtude de não existir uma lei municipal que tratasse de acompanhante de pessoas portadoras de algum tipo de deficiência. Pois muito bem: Acho que o comentário está mais atual do que nunca. Com uma única ressalva. Está na hora também de nossos edís pararem de se comportar como verdadeiras mariquinhas. O web-leitor que quiser conferir o que eu disse no meu comentário é só clicar em Editorial


Compartilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *