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Baú de um Repórter

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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

O acinte do senador Ivo Cassol contra o trabalhador

Só posso entender como provocação um senador da República, no caso Ivo Cassol (PP-RO), dizer que político no Brasil é mal remunerado. Pois foi com esse argumento que ele impediu ontem, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, ao pedir vista, a votação de uma proposta que acaba com o pagamento anual dos chamados 14º  e 15º salários dos parlamentares, sobre os quais não incide Imposto de Renda.

O projeto da então senadora e atual chefe da Casa Civil, ministra Gleisi Hoffmann,  prevê a extinção da mordomia e repousava há mais de um ano na gaveta do Senado. Só saiu da fila após denúncias do jornal Correio Braziliense que apontaram o recebimento dos extras pelos senadores sem pagarem um centavo de IR.

Para se ter ideia um senador da República recebe mensalmente um subsídio de quase R$ 27 mil brutos, além de vantagens como cotas para passagens aéreas e auxílio-moradia. O custo mensal de um senador chega a R$ 170 mil, só com os gastos diretos. Mas o senador Ivo Cassol (PP-RO), ex-governador de Rondônia, considera que ele e seus pares ganham pouco. Só pode ser provocação!

Ivo Cassol acha pouco o que ele ganha, mas desmembrou suas 12 funções em 67 cargos comissionados, lotados em seu gabinete e nos dois escritórios que mantém em Rondônia, como mostrou O Globo em reportagem de 11 de março.

A pérola que Ivo Cassol – faço questão de dizer o seu nome completo – disse na CAE para pedir vistas do processo foi essa:

– O político no Brasil é muito mal remunerado! Tem que atender o eleitor com pagamento de passagens, remédio, é convidado para patrono e tem que pagar as festas de formatura porque os jovens não têm dinheiro.

É hora da sociedade se mobilizar contra mais essa malversação do dinheiro público no Congresso Nacional. Mobilizemos as redes sociais (Twitter e Faceboook) contra este abuso.

Sugiro a tag #abaixoo14ºeo15º dos congressistas.

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