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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Os Botocudos venceram Barbosa
A despeito de muitos considerarem o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Joaquim Barbosa, como arrogante e prepotente, a verdade é que Barbosa foi vencido pelo medo as ameaças de morte em perfis de redes sociais na internet que a Polícia Federal vem investigando. Um deles. revelado em reportagem da Veja há duas semanas, é creditado a Sérvolo de Oliveira e Silva, ex-secretário do diretório do PT em Natal e ex-membro da Comissão de Ética do partido no Rio Grande do Norte.
– Contra Joaquim Barbosa toda violência é permitida, porque não se trata de um ser humano, mas de um monstro e de uma aberração moral das mais pavorosas, postou o petista no perfil do Facebook com o nome de Sérvolo Aimoré-Botocudo de Oliveira, segundo a publicação e que consta em um dos inquéritos da investigação da Polícia Federal.
Não quero entrar no mérito da questão sobre se o meu xará é arrogante e prepotente. Fato é que Barbosa passou a ser polêmico por suas posições agradando a uns e desagradando a outros, mas sempre firme no que acreditava ser correto. Por ironia do destino, Barbosa foi o primeiro dos oito ministros que o então presidente Lula indicou para o STF. Chegou à Suprema Corte porque Lula meteu na cabeça que tinha de indicar um negro. Acionou seu ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Que encontrou um negro de mostruário —origem pobre, eleitor de Lula e dono de boa formação acadêmica. Consumada a escolha, o computador do STF completou o serviço, diz o jornalista Josias de Sousa em seu blog.
E completa:
– Numa seleção aleatória, a máquina escolheu o preferido de Lula para a função de relator do processo do mensalão. E Barbosa revelou algo que seu patrono não suspeitara: sob a pele negra, havia um magistrado independente. Desses que não costumam pagar o privilégio de uma indicação com a própria consciência. A criatura converteu-se em algoz do partido do criador (…)
(…) o julgamento do mensalão é obra coletiva. Mas não há quem ignore: foi Barbosa quem levou os acusados à marca do pênalti. Subdividido em capítulos, seu relatório tornou o escândalo simples como um jogo de futebol. No auge da partida, Barbosa revezou-se nos papeis de artilheiro e zagueiro. Ora chutava em gol ora entrava como um Tonhão de time de várzea no calcanhar dos que ameaçavam seu domínio na grande área.
Fato é que Joaquim Barbosa incomodou muita gente e certamente por isso sofreu todo tipo de pressão a ameaças. Não a toa os Botocudos da vida utilizaram-se das redes sociais para ameaçá-lo de morte. Aliás, a bem da verdade, o PT de Natal e o PT do Rio Grande do Norte repudiaram a atitude do seu ex-dirigente, que sequer é potiguar. Me parece o Botocudo é do Paraná, terra, aliás do ex-ministro José Dirceu, hoje preso na Papuda, em Brasília, acusado por Barbosa de envolvimento no mensalão.
Ainda citando Josias de Souza, a aposentadoria era uma folha distante no calendário de Joaquim Barbosa. Só chegaria em 2024, quando o ministro completaria 70 anos. A despeito das complicações na coluna, ele poderia permanecer em campo. Mas a perspectiva de passar a presidência do Supremo para Ricardo Lewandowski em novembro parecia doer-lhe mais do que as vértebras.
Daí ficar a impressão que a aposentadoria forçada de Barbosa ser resultado de pressões e ameaças, ameaças essas já constatadas pela Polícia Federal. Os Botocudos venceram Barbosa. Quem quiser que pense o contrário!
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