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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no Brasil 247
O Brasil dará um passo estratégico para ampliar sua presença no mercado financeiro internacional com o início do processo de emissão de títulos da dívida pública brasileira em yuan, a moeda da China. A operação, conhecida como emissão de panda-bonds, foi anunciada pelo secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, em vídeo publicado nas redes sociais.
A informação foi divulgada pelo jornal Valor Econômico. Segundo Leal, a iniciativa permitirá que investidores do mercado financeiro chinês tenham acesso direto a papéis da dívida brasileira, em um movimento que reforça a aproximação econômica entre Brasil e China e amplia as alternativas de financiamento do país no exterior.
“Estamos dando a largada ao processo que vai permitir a emissão de títulos brasileiros em Yuan, os chamados panda-bonds”, afirmou o secretário do Tesouro Nacional.
Leal explicou que, apesar do nome informal, a operação tem grande relevância para a estratégia de financiamento do Brasil. “O nome remete a um bichinho simpático, mas na prática, significa que, ao fim do processo, o mercado financeiro chinês terá acesso a títulos da dívida brasileira”, disse.
Brasil busca diversificar investidores e indexadores da dívida
A emissão de títulos em yuan é considerada importante pelo governo porque permite ampliar a base de investidores estrangeiros interessados em ativos brasileiros. Além disso, a medida diversifica os mercados acessados pelo Tesouro Nacional e os indexadores da dívida pública brasileira.
“Diversificar os mercados é importante para o funcionamento da economia e do mercado de capitais, porque quando eu emito um título público no exterior, eu estou ampliando nossa base de investidores e os indexadores da nossa dívida, assim como dando referência para as empresas brasileiras que queiram acessar esse mercado”, explicou Daniel Leal.
Na prática, a operação pode funcionar como uma referência para companhias brasileiras que pretendam acessar o mercado financeiro chinês no futuro. Ao abrir caminho para uma emissão soberana em yuan, o Tesouro ajuda a criar parâmetros de preço e confiança para eventuais captações privadas.
Dario Durigan irá à China tratar da emissão
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, estará na China nesta semana para tratar dos panda-bonds e de outras agendas econômicas. A viagem ocorre em um contexto de fortalecimento das relações financeiras entre os dois países, que já são parceiros estratégicos no comércio e em investimentos.
Além das discussões sobre a emissão de títulos brasileiros na moeda chinesa, Durigan deverá tratar de parcerias vinculadas ao programa Eco Invest, iniciativa voltada à atração de capital privado para projetos sustentáveis no Brasil.
Está previsto ainda um fórum sobre finanças verdes na quarta-feira (24), dentro da agenda oficial da comitiva brasileira. O tema é considerado uma das prioridades da política econômica brasileira, especialmente diante da busca por financiamento internacional para projetos de transição energética, infraestrutura sustentável e economia de baixo carbono.
Agenda inclui Banco Popular da China, Banco Asiático e Banco do BRICS
Durante a viagem, Dario Durigan terá reuniões com autoridades e dirigentes de instituições financeiras relevantes na China. Entre os encontros previstos estão reuniões com Pan Gongsheng, presidente do Banco Popular da China; Zou Jiaiy, presidente do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura; Dilma Rousseff, presidente do Banco do BRICS; e Lan Fo’an, ministro de Finanças da China.
A agenda também inclui a inauguração de uma adidância da Receita Federal na China, sinalizando a ampliação da presença institucional brasileira no país asiático.
A presença da Receita Federal no país pode reforçar a cooperação administrativa, fiscal e aduaneira entre Brasil e China, em meio ao crescimento da integração econômica bilateral.
Tesouro vem ampliando captações no exterior
A nova iniciativa ocorre após uma operação relevante do Tesouro no mercado internacional. Em abril, o governo realizou a maior oferta de títulos públicos brasileiros no mercado estrangeiro, com captação de 5 bilhões de euros, segundo informou o próprio governo.
A operação teve demanda superior ao volume ofertado, sinalizando apetite de investidores internacionais por papéis brasileiros. Também foram captados US$ 4,5 bilhões, conforme as informações divulgadas.
Com os panda-bonds, o governo busca avançar em uma estratégia de diversificação geográfica e financeira, reduzindo a concentração das emissões externas em moedas tradicionais, como dólar e euro, e abrindo espaço para maior integração com o mercado chinês.
Aproximação financeira entre Brasil e China ganha novo capítulo
A emissão de títulos em yuan representa mais um capítulo na aproximação econômica entre Brasil e China. A China é uma das principais parceiras comerciais do Brasil, e o aprofundamento das relações financeiras pode ampliar os instrumentos de cooperação entre os dois países.
Ao buscar acesso ao mercado chinês de capitais, o Brasil também reforça sua inserção em uma arquitetura financeira internacional mais diversificada, na qual moedas e instituições do Sul Global passam a ter peso crescente.
A agenda de Durigan na China, combinando panda-bonds, finanças verdes, Eco Invest, Banco do BRICS e reuniões com autoridades monetárias e financeiras, indica que o governo pretende posicionar o Brasil como destino relevante para capitais internacionais voltados tanto à dívida pública quanto a projetos sustentáveis.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
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