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Baú de um Repórter

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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Geral

Destaque das revistas

IstoÉ

O peso da Juventude

À exceção de Pelé, nenhum outro jogador foi a estrela maior de uma seleção campeã do mundo sendo tão jovem quanto Neymar. Até que ponto a idade pode ser decisiva em uma Copa?

“Juventude é uma coisa maravilhosa. Que pena desperdiçá-la com jovens.” Ninguém definiu tão bem as duas faces da pouca idade quanto o dramaturgo irlandês Bernard Shaw. Aos 22 anos, Neymar é um sujeito impetuoso, ousado e criativo. Mas, tão jovem assim, terá maturidade suficiente para carregar o Brasil nos ombros até o título mundial? A história das Copas escancara o desafio que o maior craque brasileiro tem pela frente.

À exceção de Pelé, ninguém conseguiu ser a estrela maior da seleção campeã com apenas 22 anos. O Rei do futebol tinha 17 em 1958, e mesmo assim ele só foi escalado na última partida da fase de grupos. As maiores lendas da história do esporte demoraram muito mais para atingir o auge. No Mundial do Chile, em 1962, Garrincha teve algumas das maiores atuações individuais da história das Copas. Tinha 29 anos. Nos Estados Unidos, em 1994, Romário exibiu seu imenso talento com 28 anos. Maradona ganhou sozinho o Mundial de 1986, no México, aos 25. Depois de Pelé, os mais jovens a ser estrela máxima de uma Copa foram o argentino Mario Kempes, em 1978, no campeonato disputado em seu próprio país, e o uruguaio Ghiggia, no Mundial de 1950, no Brasil. Contavam 23 anos. A favor de Neymar pesa o histórico impressionante de recordes.

Depois do jogo contra Camarões, ele somou 35 gols com a camisa da Seleção. Superou, por um mês, o Rei Pelé. Zico precisou de 29 anos para chegar a essa marca. Romário, 30. Neymar já é o sexto maior artilheiro do Brasil, adiante de gente grande como Rivaldo, campeão mundial em 2002, na Copa da Ásia, Jairzinho, artilheiro brasileiro na Copa de 1970, no México, e Ronaldinho Gaúcho, eleito duas vezes o melhor jogador do mundo. Neymar parece ter mesmo apenas Pelé à sua frente. Depois do maior craque de todos, é o camisa 10 mais novo do Brasil em Copas. Zico, um 10 clássico, tinha 29 anos no Mundial de 1982, quando ostentava o mítico número. Até no campo financeiro Neymar quebra marcas. Segundo a revista americana “Forbes”, o craque, que no Barcelona fatura US$ 20,5 milhões por ano, é o jovem esportista mais rico do planeta.

 

Época

Afrouxem os cintos, o motorista sumiu

Os carros autônomos, que dispensam motorista, prometem um mundo mais seguro, menos poluído e com mais tempo para o lazer

Mattias Bränsström, pesquisador de segurança da Volvo, dirige pelo rodoanel que contorna Gotemburgo, cidade sede da empresa, na Suécia. Gosto de dirigir, mas não queria estar no lugar dele. A rodovia é tediosa, com curvas abertas e limite de velocidade severo. A condição do carona me cai muito bem, na manhã com garoa e frio. “Dia bom para andar de ônibus”, digo. Bränsström faz que sim, com a cabeça, e sorri. Pressiona um botão perto da buzina, tira as mãos do volante, relaxa os pés e vira um passageiro também. Estamos no Volvo Drive Me, carro semiautônomo capaz de acelerar, frear e mudar de direção sozinho em boa parte do caminho. Em maio, a Volvo apresentou o protótipo dos carros que pretende entregar a 100 motoristas comuns, entre 2017 e 2018, na primeira experiência com o grande público. Dias depois, o Google mostrou um carro autônomo, que não tem volante nem pedais. Por volta de 2020, dizem as maiores montadoras, o carro sem motorista estará nas lojas. Sua chegada tem potencial para mudar o mundo em assuntos tão diversos como o mercado imobiliário ou a política antidrogas.

CartaCapital

Da coluna Esporte Fino

Suárez: a punição é mais grotesca que a mordida

Não era razoável esperar que Luis Suárez ficasse impune pela mordida em Chiellini. O ato do atacante uruguaio foi uma aberração, a terceira do tipo em sua carreira, e era óbvio que a Fifa agiria com rigor. Ainda assim, o veredicto extrapolou sua necessidade punitiva e ganhou contornos de uma absurda perseguição. A punição a Suárez é a mais severa da história da Copa do Mundo.

Ele foi multado em 100 mil francos suíços (cerca de R$ 250 mil), deve ficar nove jogos internacionais sem defender o Uruguai – um ostracismo que pode durar até 2016 a depender do desempenho da Celeste – e está banido de toda e qualquer atividade relacionada ao futebol neste período, incluindo os treinos do Liverpool e da seleção. Na quinta-feira 26, Suárez foi escorraçado da Copa do Mundo. Proibido de almoçar com a delegação uruguaia,saiu da concentração sob custódia policial.

O único precedente a esta punição parece ser a suspensão de quatro meses imposta ao português João Pinto após este acertar um soco na barriga do juiz argentino Angel Sánchez no mundial de 2002. As diferenças são claras. João Pinto agrediu a autoridade máxima de um jogo de futebol, mas recebeu uma multa menor e pode treinar durante o período suspenso.

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