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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Está no Globo
Preocupação maior era não prejudicar relações com aliado estratégico
Em 43 relatos confidenciais enviados ao Departamento de Estado do governo americano pelas representações dos Estados Unidos no Brasil — embaixada e consulado — entre 1967 e 1977, fica demonstrado o conhecimento detalhado de tortura, mortes e desaparecimentos ocorridos no Brasil naqueles anos. Os documentos revelam a tolerância dos americanos com a repressão brasileira para evitar estremecer laços diplomáticos e interesses comerciais.
No início da década de 70, o governo dos EUA não condenou formalmente as violações praticadas no Brasil.
Num dos textos, as autoridades americanas demonstram conhecer como se davam as prisões dos “subversivos”, desde a abordagem policial a detalhes de tortura nas prisões. “Pego sob mira de armas e ordenado a seguir policiais. Tem as roupas tiradas e sentado sozinho numa cela escura ou refrigerada por várias horas (…) É colocado sem roupa numa cela pequena e escura em piso de metal por onde passam correntes elétricas. O choque sentido pelo indivíduo, apesar de ser leve e constante, se torna quase impossível de suportar (…) O seu destino é desconhecido por parentes por dias e semanas” diz um dos relatórios, de abril de 1973, do Consulado Geral americano no Rio.
Nesse mesmo relatório, os americanos relatam o expediente usado pelos agentes da ditadura do Brasil que, em alguns casos de assassinatos de opositores, fizeram as mortes parecerem ser resultado de resistência à prisão e troca de tiros. Nesse trecho, é dito que essa prática visa a amenizar na imprensa internacional a repercussão da morte por tortura dos principais líderes da resistência ao governo militar.
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