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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Está na revista Exame
Os índices de homicídios de SP e Rio ainda estão longe de causar inveja a países desenvolvidos. Mas elas já não são o que o Brasil tem de mais violento
Pergunte a alguém qual a cidade mais violenta dentre as 5,5 mil brasileiras, e é bem provável de que duas delas apareçam na maior parte das respostas: Rio de Janeiro e São Paulo. Fama à parte, porém, as duas cidades que já foram os epicentros do crime no país vivem hoje uma realidade que, acredite ou não, está longe de ser o que o Brasil tem de pior em termos de violência urbana.
Num cenário desenhado desde o final de década de 90, a violência vem estourando em estados onde até então não era um problema, e atingindo pelo caminho cidades interioranas, antes preservadas.
Um número exemplifica bem essa mudança no retrato do crime nacional.
Cerca de 6% da população brasileira mora em São Paulo. Mas nos gráficos criminais de 2002, a cidade tinha um destaque maior: 11% de todos os assassinatos cometidos no Brasil ocorriam nela.
Hoje, 3,1% dos homicídios acontecem na capital paulista.
“São duas razões (para se acreditar que Rio e São Paulo lideram em violência): a primeira coisa é que elas realmente eram, na virada do século e um pouco antes, um dos quatro ou cinco locais mais violentos do Brasil. A segunda questão é que SP e Rio têm jornais nacionais. O que acontece nelas é algo que repercute a nível nacional, tanto na TV quanto na mídia impressa”, afirma Julio Jacobo Waiselfiz, coordenador da área de estudos da violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), ligada à Unesco.
Em 2002, 5,5 mil pessoas perderam a vida assassinadas em São Paulo. Uma década depois, esse número caiu para 1,7 mil. No mesmo período, as mortes no Rio passaram de 3,7 mil para 1,3 mil.
Mas se os números foram tão reduzidos nas duas cidades – então as campeãs em termos absolutos do país – porque os assassinatos continuaram batendo recordes no Brasil em vez de cair?
Afinal, em 2012, 56 mil pessoas foram intencionalmente mortas em território nacional, cifra nunca atingida antes.
Os dois principais movimentos do crime na década explicam a questão.
Os números mudaram em Salvador, São Luís, Fortaleza e Manaus neste período.
Pode-se dizer que quantidade de assassinatos nelas triplicou na década. Na então pacata Natal, quase quadruplicou em 10 anos.
Nenhuma delas chegou perto de um crescimento populacional que justificasse esses números.
Em tempo: clique aqui para ler toda a reportagem
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