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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Geral

Aeronáutica: sucessão de falhas humanas matou Campos

Uma sequência erros do piloto Marcos Martins levou à queda do avião que matou, em agosto de 2014, o então presidenciável do PSB e ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e outras seis pessoas em plena campanha eleitoral. Falhas como ausência de treinamento para conduzir a aeronave acidentada, um Cessna 560XL, e a opção por atalho para acelerar os procedimentos de aterrissagem estão entre as razões da tragédia, que aconteceu em Santos (SP) e mudou os rumos do pleito presidencial no ano passado, colocando a ex-ministra Marina Silva (PSB-Rede) no páreo.

É o que mostram investigações da Aeronáutica a serem divulgadas no início de fevereiro, mas adiantadas em reportagem do jornal O Estado de S. Paulo desta sexta-feira (16). Assinada pela jornalista Eliane Cantanhêde, a matéria revela que o “resultado decisivo” que levou à queda do avião foi a tentativa de abortar o pouso e arremetê-lo abruptamente, quando Martins teria deixado de operar os instrumentos devidos de acordo com recomendações do fabricante do Cessna.

Essa situação, provocada pela falta de perícia do piloto, levou-o a sofrer o que é tecnicamente chamado de “desorientação espacial”, quando o piloto perde a noção referencial entre aeronave e solo. Ou seja, o piloto passa a ignorar a posição do avião – se está inclinado para cima ou para baixo, se suas asas estão na vertical, se está emborcado, ou mesmo se o avião simplesmente mantém a normalidade do voo.

“Essa conclusão sobre a ‘desorientação espacial’ baseou-se em informações sobre os últimos segundos do voo, no momento em que o avião embicou num ângulo de 70 graus e em potência máxima, como se o piloto acelerasse pensando que estava em movimento de subida, quando na verdade estava voando para baixo, rumo ao solo”, diz trecho da reportagem, lembrando que, além de Campos, morreram quatro de seus assessores e os dois tripulantes – além de Martins, o copiloto Geraldo Magela Barbosa.

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