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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Nem o `exército´ de Stédile nem os Bolsonaros da vida

Melhor ficar com o meio termo, diria, diante do confronto que o Brasil enfrenta hoje, até porque cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Sou contra qualquer tipo de extremismo, mas, infelizmente, é o que se tem observado nas redes sociais.

Nossa democracia, que já não é tão jovem assim, já enfrentou situações parecidas, vide o impeachment de Fernando Collor, só que num processo diferente do que ocorre hoje. Naquela situação era quase que unanimidade – e porque não dizer unanimidade mesmo – o impedimento de Collor para continuar presidindo o Brasil, não pela corrupção ocorrida em seu governo propriamente dita, mas, sobretudo, porque ele confiscou a poupança, e claro, não dialogava com o Congresso, talvez o seu erro maior.

Hoje o Brasil está dividido politicamente. Já saiu das urnas assim, não podemos esquecer isso, embora o governo Dilma venha perdendo popularidade com as medidas que vem tomando. No entanto, não se deve descartar que os avanços sociais existiram e existem nos governos do PT – Lula e Dilma.

O problema todo é que alguns querem transformar isso numa luta de classes. Daí dizer que nem o “exército” de Stédile nem os Bolsonaros da vida.

Infelizmente o momento político-social que o Brasil atravessa não conta mais com um Ulysses Guimarães que um dia disse:

Quando se tira o voto ao povo, o povo é expelido do centro para a periferia da história, perde o pão e a liberdade, o protesto passa a ser agitação e a greve rotulada de subversão.

Tinha razão o sábio e velho Ulysses Guimãres.

Digo isso para concluir o meu pensamento.

Não deixemos que a nossa já madura democracia se transforme numa luta de classes e muito menos morra. Não é isso que quero para os meus filhos nem para os meus netos.

O protesto faz parte da democracia. A “guerra”, essa não.

Como diz a letra da música “Mudaram as Estações”, que tão bem era interpretada por Cássia Eller:

Mudaram as estações, nada mudou

Mas eu sei que alguma coisa aconteceu

Tá tudo assim, tão diferente

Se lembra quando a gente chegou um dia acreditar

Que tudo era para sempre, sem saber (…)

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2 Responses to Editorial

  1. Vera Alff disse:

    Em situações extremas de radicalismo, ou tu radicaliza também, ou cede.Não meio termo.

    • Carlos A. Barbosa disse:

      Permita-me discordar. Ser moderador é que é o correto. Com radicalismo ninguém sai ganhando, só há perdas de lado a lado.

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