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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

A licença de Renan apenas amenizou a crise no Senado

O pedido de licença de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado anunciado nesta quinta-feira em pronunciamento à TV Senado, e a ser encaminhado oficialmente na próxima segunda-feira à Mesa Diretora da Casa, não acabou a crise que já se arrasta há 123 dias no Congresso Nacional.

Ao contrário apenas arrefeceram os ânimos, mas o propósito da oposição – leia-se DEM e PSDB – é que Renan reconheça que perdeu e renuncie ao cargo. Pelo menos isso é o que deixou trasnparecer o senador Tasso Jereirssati, presidente nacional dos tucanos, em entrevista há pouco ao Jornal Nacional, quando afirmou que “ele [Renan] deu o primeiro passo, mas o ideal seria a sua renúncia”. Já Agripino [que viajou à Argentina], disse ao blog do Noblat que “a Casa [Senado] volta a viver na paz, mas isso [a licença de Renan] não vai acelerar a aprovação da CPMF”.

É aí que está o problema. O governo está apostando que com a licença de Renan Calheiros da presidência do Senado a situação fica favorável para a aprovação do tributo, já aprovado pela Câmara em segundo turno. Com a licença de Renan, o governo pretendia salvar o mandato de um aliado e, ao mesmo tempo, restabelecer a paz no Senado e aprovar alí a prorrogação até 2011 da CPMF.

Mas parece que o tiro vai sair pela culatra. O senador Marco Maciel (DEM-PE) se reuniu hoje com dois ministros do governo – Guido Mantega [Fazenda] e Walfrido Mares Guia [Relações Institucionais] e já disse que é contra a CPMF. Maciel preside a CCJ [Comissão de Constituição e Justiça] do Senado. Os ministros foram pedir o apoio da oposição para aprovar a prorrogação do tributo. 

O que pode ocorrer agora é o Conselho de Ética recomendar a cassação de Renan e ele renunciar ao cargo às vésperas de ser julgado pelo plenário. Em troca, o PT e parte da oposição pode votar pela sua absolvição. Mas a votação da CPMF está ainda comprometida.

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