O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.
Arquivos
Links Rápidos
Categorias
E-book
O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.
Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Próximo de completar 100 dias [fazem no próximo dia 26] a tão propalada Agenda do Crescimento que prevê investimentos da ordem de R$ 15 bilhões entre recursos públicos e privados nos próximos quatro anos, em ações e projetos para o desenvolvimento do RN, ainda não saiu do papel. Parece tratar-se mais de uma peça de marketing.
Apesar da reunião realizada pela governadora Wilma de Faria e toda a sau equipe econômica na sede da Fiesp [Federação das Indústrias do Estado de SP], ainda em março, para atrair investidores, o que se vê são investimentos pífios como o propósito de dois grupos [Votarantim e Tupy] de instalar fábricas de cimento na região Oeste potiguar, que vão gerar – as duas juntas – apenas 2 mil empregos diretos. Há de se observar que tanto o Votorantim como o Tupy já dispuham, há alguns anos, de reservas de calcário na região, próximo a Mossoró. E, como o Nordeste se tornou o Eldorado para o setor da construção civil, é natural que os dois grupos construam suas fábricas num estado onde já detém a matéria-prima.
O polêmico aeroporto internacional de cargas e passageiros a ser construído em São Gonçalo do Amarante, que o governo optou por uma concessão – o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] ainda estuda a sua viabilidade -, com a crise no setor aeroportuário, dificilmente os grupos privados vão interessar-se para investir num aeroporto de um pequeno estado do NE. Ainda esta semana, ao ser sabatinado na subcomissão temporária de regulamentação dos marcos regulatórios do Senado, o novo presidente da Infraero [estatal que administra os aeroportos brasileiros], Sérgio Gaudenzi disse que o Brasil tem hoje 67 aeroportos, 10 superavitários e 57 deficitários, e que “talvez poucos [investidores] tenham interesse de participar de licitações”.
O Pólo-Gás Químico da Petrobras, que também o governo estava apostando para impulsionar a Agenda do Crescimento, parece que vai ficar só na intenção. Segundo estudo feito pela MSW Consultoria encomendado pela estatal do petróleo, o RN dispõe de condições adequadas para a implantação de um pólo petroquímico e o PVC seria um dos produtos com viabilidade técnica. No entanto, o trabalho aponta que para a produção de alguns outros materiais o mercado não é adequado, o que, certamente, dificulta qualquer investimento maior no pólo petroquímico.
Agora a Petrobras tenta vender a idéia de viabilizar a produção de oleaginosas no Rio Grande do Norte para fabricação de biocombustíveis no pólo petroquímico de Guamaré. Não passa de uma desculpa da estatal para justificar a não viabilização da Planta de PVC.
Análise da Notícia < /p>
Em que pese as alentadoras notícias de que o governo vem buscando atrair investimentos para o RN, através de parcerias com o governo federal, sem querer ser pessimista, o que observa-se é um discurso de retórica no que diz respeito aos empreendimentos para o desenvolvimento do estado.
Prova maior disso é que a governadora Wilma de Faria, quando do lançamento do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] para o RN, pediu ao presidente Lula a inclusão de um metrô de superfície para a região metropolitana da Grande Natal, o que ele [Lula] fez ouvidos de mercador.
A CBTU [Companhia Brasileira de Trens Urbanos] já tem em andamento quatro projetos de modernização de ferrovias envolvendo linhas no sul de Recife (PE), oeste de Fortaleza (CE), ambos já em processo de licitação, e também em Salvador (BA) e Belo Horizonte (MG), em fases de estudos. Isso, é bom que se diga, são projetos previstos tanto no PAC quanto no PPA[Programa Pluri-Anual] do governo federal e o RN está de fora.
O BNDES apesar de ter recebido sinal verde para que todos os esforços fossem envidados para a concessão privada do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, como a própria ministra Dilma Ruosseff [da Casa Civil] disse em Natal, o banco ainda terá que fazer um estudo de viabilidade econômica do projeto. E isso demanda tempo, até porque o projeto não existe ainda.
Esse estudo terá que ser anexado ao edital de convocação do processo licitatório para a escolha da empresa concessionária interessada no empreendimento. Além disso, esse estudo terá que ser atrelado a criação de uma ZPE [Zona de Processamento de Exportação]. Mas isso também está à espera de uma definição de uma legislãção federal, e agora tem um complicador a mais: recentemente o presidente Lula vetou 19 artigos da Lei que cria as ZPE`s, eliminando assim as principais vantagens cambiais e tributárias previstas no projeto para quem quiser investir. O governo está para editar uma MP [medida provisória] para compensar as possíveis perdas, mas, em todo caso, as dificuldades continuam.
Deixe uma resposta