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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Economia, Política

Após queixas do Congresso, área econômica tenta evitar que MP de Haddad seja dividida em vários textos

Está no Blog do Valdo Cruz

O Ministério da Fazenda defende que, na solução da crise com o Congresso sobre a MP da reoneração da folha, todas as medidas de geração de receita ou redução de incentivos sejam incluídas em uma única medida provisória.

O temor da equipe de Lula é que, se os temas forem separados, como defende o Congresso, os parlamentares podem aprovar um e engavetar o outro. As duas medidas previstas no texto, fora a reoneração, são:

  • a limitação das compensações tributárias feitas pelas empresas – ou seja, de impostos que não serão recolhidos nos próximos anos para “compensar” impostos pagos indevidamente em anos anteriores e já reconhecidos pela Justiça;
  • mudanças no Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), criado na pandemia para beneficiar o setor cultural e prorrogado pelo Congresso, em maio, até 2026. Segundo Haddad, parte dos abatimentos tributários incluídos nesse programa será revogada gradualmente nesse período.

A equipe econômica teme que a primeira seja aprovada e a segunda, engavetada. As duas medidas são consideradas essenciais pela equipe do Ministério da Fazenda para equilibrar as contas públicas neste ano. O ministro Fernando Haddad segue com o objetivo de zerar o déficit em 2024.

Desoneração da folha

No caso da desoneração da folha de pagamento dos 17 setores intensivos em mão de obra, a equipe da Fazenda chegou a propor enviar um projeto de lei determinando a reoneração perto do fim do prazo aprovado pelo Congresso para manter a desoneração, em 2027.

Os parlamentares não aceitam. Afirmam que topam discutir a questão apenas depois de 2027, mas estão junto do governo para encontrar as fontes de recursos para bancar a medida.

A constitucionalidade da desoneração também é alvo de discussão. Isso porque a reforma da Previdência aprovada em 2019 determinou que, depois dela, qualquer desoneração teria de vir seguida de fontes de recursos para financiá-la.

A avaliação dentro do Congresso é que a prorrogação da medidas para os 17 setores produtivos não é inconstitucional, como alega o governo, porque ela já existia antes da reforma da Previdência.

Já no caso da desoneração para prefeituras, a tendência é que seja feita uma negociação em separado de Fernando Haddad com os prefeitos. Porque ela seria implementada após a reforma de 2019 e, sem a indicação de fontes de recursos, poderia ser inconstitucional.

Negociação

O ministro da Fazenda volta das férias na próxima semana, quando irá retomar as negociações com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), sobre a MP.

Pacheco conversou com Lula e indicou que o Congresso não aceita a reoneração, mas pode aprovar as outras medidas contidas no texto editado no final do ano passado.

O Congresso classificou de uma afronta a decisão do governo de editar a MP reonerando a folha de pagamento, e revogando a lei promulgada pelo Legislativo que prorrogava a deosoneração para os 17 setores até 2027.

Na avaliação de líderes, o governo mostrou que não sabe perder e, se insistir na MP, será derrotado novamente.

Foto reproduzida da Internet

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