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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Política

Aprovação do Governo Lula sobe entra as mulheres, aponta pesquisa Quest

Está no g1

Os dados da pesquisa Quaest de agosto, divulgada nesta quarta-feira (5), sobre a aprovação do governo Lula (PT), candidato à reeleição, mostram variações no desempenho entre diferentes segmentos do eleitorado. Em alguns grupos, a aprovação cresceu ao nos últimos 4 meses, enquanto em outros a desaprovação continua predominante.

Em uma comparação dos dados de abril a agosto, a aprovação a Lula subiu entre eleitores independentes (10 pontos) e evangélicos (10 pontos), embora, nesses dois segmentos, a desaprovação ainda permaneça superior à aprovação, além de mulheres (7 pontos), pessoas com renda familiar de 2 a 5 salários mínimos (8 pontos) e moradores do Centro-Oeste e do Norte do país (11 pontos).

O levantamento mais recente mostra que, considerando todos os segmentos, 48% dos entrevistados aprovam o trabalho do presidente Lula (PT), enquanto 47% desaprovam. Outros 5% não souberam ou não responderam.

Os percentuais de aprovação a Lula diferem do índice geral de acordo com posicionamento político, região, sexo, faixa etária, escolaridade, renda familiar e religião dos entrevistados pela Quaest.

Confira os resultados em diferentes segmentos:

Posicionamento político

O recorte por posicionamento político mostra que lulistas aprovam o governo em 98% dos casos, e bolsonaristas o desaprovam em 95%.

Os eleitores independentes, que em abril desaprovavam o governo por 58% a 32%, chegaram a agosto com desaprovação de 47% e aprovação de 42% (a diferença mais estreita já registrada nesse grupo na série).

Já entre a direita não bolsonarista, a desaprovação a Lula permanece estável, em torno de 86% a 90% ao longo de todo o período.

A esquerda não lulista, por sua vez, aprova o governo de forma consistente, com índices entre 85% e 88%.

Região

Na divisão por região, o Nordeste continua como o principal reduto de apoio ao presidente, com aprovação que passou de 63% em abril para 66% em agosto, contra 29% de desaprovação — a menor entre todas as regiões pesquisadas.

No Sul, a desaprovação chegou a 58% em agosto ante 35% de aprovação, um cenário de resistência que se mantém praticamente inalterado ao longo dos cinco meses.

O Sudeste também é adverso ao governo Lula, ainda que com sinais de melhora: a aprovação passou de 38% para 42%, enquanto a desaprovação foi de 58% em abril para 52% em agosto.

Já a região Centro-Oeste/Norte mostrou a maior aproximação entre os dois campos, com aprovação de 47% e desaprovação de 50% em agosto, partindo de um cenário mais desfavorável ao governo em abril (36% a 58%).

Sexo

As mulheres aprovam mais o governo Lula do que os homens, e essa diferença aumentou ao longo dos meses.

Entre elas, a aprovação subiu de 45% em abril para 52% em agosto, superando a desaprovação, que caiu de 49% para 42% no período — uma inversão que se consolidou a partir de maio.

Entre os homens, a aprovação oscilou de 42% para 44%, mas a desaprovação permanece maior, ainda que tenha passado de 55% em abril para 52% em agosto.

Faixa etária

O público mais jovem, de 16 a 34 anos, foi o que mais se aproximou de uma inversão: a desaprovação, que era de 56% em abril, oscilou para 48% em agosto, praticamente equiparada aos 47% de aprovação.

Entre os adultos de 35 a 59 anos, aprovação e desaprovação estão tecnicamente empatadas há meses, em torno de 47% a 48% cada uma.

Já entre os eleitores com 60 anos ou mais, o governo mantém vantagem estável desde abril, com aprovação em torno de 51% a 52% ante uma desaprovação que oscila entre 41% e 44%.

Escolaridade

Entre pessoas com ensino fundamental, a aprovação de Lula passou de 54% para 57% e superou com folga a desaprovação, que foi de 42% para 36%.

No ensino médio, a aprovação foi de 43% e desaprovação de 53% em agosto — ainda desfavorável ao governo, mas com avanço em relação aos 37% de aprovação registrados em abril.

Já entre os que têm ensino superior, a desaprovação é de 58% contra 39% de aprovação em agosto, praticamente estável desde maio.

Renda familiar

Entre quem ganha até dois salários mínimos, o apoio a Lula é majoritário e passou de 57% para 59% entre abril e agosto, com a desaprovação em 35%.

Na faixa intermediária (de dois a cinco salários mínimos) a aprovação, que era de 38% em abril, ante 57% de desaprovação, chegou a agosto praticamente empatada, com 46% de aprovação contra 48% de desaprovação. A aprovação nessa faixa subiu 8 pontos, enquanto a desaprovação caiu 9 pontos.

Entre os que recebem mais de cinco salários mínimos, a desaprovação permanece dominante, em 58% no último mês. A aprovação passou de 41% para 38% entre julho e agosto.

Religião

Entre os católicos, a aprovação de Lula partiu de 49% em abril, chegou a 55% em maio e se acomodou em 53% em julho e agosto. A desaprovação passou de 46% para 42% no mesmo intervalo.

Já entre os evangélicos — segmento mais resistente ao petista — a aprovação aumentou de 28% em abril para 38% em agosto, enquanto a desaprovação recuou de 68% para 57%. Ainda assim, a rejeição segue majoritária nesse grupo.

🔎 A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06591/2026.

Foto: Ricardo Stuckert




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