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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Política, Sem Categoria

Artigo

Ações éticas não precisam esperar por reformas

Por João Bosco Rabello, em seu blog

Não me incluo entre os que consideram o Congresso Nacional um mal menor. Ou que respalda todas as críticas feitas ao Poder Legislativo.

A generalização é sempre injusta e imperfeita como informação.

Mas enquanto a reforma política, essa lenda brasileira, não acontece, o Parlamento poderia promover mudanças pontuais que eliminassem, pelo menos, as aberrações do sistema eleitoral.

Caso dos suplentes que hoje representam a terça parte do Senado. Ou seja, 27 dos 81 senadores não foram eleitos e não têm qualquer compromisso com o eleitor, que, mais das vezes, sequer o conhece.

Mofa numa gaveta qualquer do Senado, desde 2007, projeto de emenda constitucional da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que prevê eleições para substitutos de senadores e proíbe que parentes de titulares de mandato assumam o cargo como suplentes.

Claro, jamais chegou ao plenário.

Enquanto isso, na legislatura que começa dia 1º de fevereiro, o senador Edison Lobão (PMDB-MA), titular do Ministério das Minas e Energia, fez do filho, Edison Lobão Filho, senador na sua vaga.  

Com o mesmo nome, Garibaldi Alves (PMDB-RN), o pai do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), empossado ministro da Previdência, assumiu o mandato no Senado semana passada, como suplente, nos próximos quatro anos, da ex-senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) que renunciou ao mandato para assumir o governo do Rio Grande do Norte.

A exemplo do que ocorre na Câmara dos Deputados, o Senado também terá de pagar aos suplentes que assumirem o cargo apenas neste mês de recesso parlamenta

Ou seja, quando a Casa interrompe suas atividades e não há absolutamente nada para fazer.

Num total de cinco, eles substituirão senadores no final do mandato, que não se reelegeram e que assumiram  cargos de ministros ou secretários de Estado.

Cada um deles receberá por 30 dias de  mandato o salário integral  de R$ 16,5 mil, verba indenizatória de R$ 15 mil, auxílio moradia de R$ 3,8 mil, além de passagens aéreas e cota mensal para correios, telefones fixos e gasolina.

No decorrer do mês, o suplente pode ainda usar o serviço médico e dentário. Até  2001- pasmem – os suplentes ganhavam o direito ao atendimento médico vitalício, como é assegurado aos senadores eleitos.

A mordomia provocou tantos protestos que o Senado resolveu mudar e, agora, só os que exercerem o mandato, pelo menos seis meses, é que têm direito a plano vitalício de saúde

O que continua uma aberração: é o prazo de carência em que os mortais comuns pagam os planos de saúde, sem receber atendimento médico, o que só ocorre a partir de então.

Outro efeito colateral é que alguns suplentes aproveitam a oportunidade e a falta de compromisso com o eleitor – que nem sabe quem ele é  – para “abraçar” causas impopulares e até mesmo suspeitas.

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