Artigo

Às ruas

por Gilvandro Filho, do Jornalistas pela Democracia

A greve não é só pela Educação que está sendo dizimada. Mas, pelo país que se encontra à beira do abismo.

A greve é contra a ignorância, o preconceito, o atraso, a selvageria, a delinquência, o entreguismo, a maldade, o belicismo, a arrogância, a homofobia, a desonestidade, a misoginia.

É pelo trabalhador e pelo aposentado.

A greve é contra tudo o que vem embutido no desgoverno de uma família que, se deixarmos, faz do Brasil uma ditadura armada, miliciana e genocida.

A greve é contra essa colônia norte-americana que se quer fazer do País.

A greve é pela família em seu sentido lato, amplo, correto. Seja ela como for, em todas as formas de amor e de luta.

A greve é contra o armamentismo criminoso que se quer implantar em nossa terra. É por mais escolas, mais universidades, mais creches e menos clubes de tiro.

É pelas florestas e pelos rios que já sentem o descaso, a falta de fiscalização e a política devastadora e suicida contra o meio ambiente.

A greve é contra a ditadura religiosa, contra a ditadura da bala, contra a ditadura da bola. É contra todas as formas de ditadura. Mesmo as disfarçadas de democrata. Sobretudo as oriundas de golpe que tira do poder governos legítimos e democráticos.

A greve é um NÃO rotundo (para usar o genial termo brizolista) à Bolsolândia.

A greve é por todos os brasileiros.

*Gilvando filho é jornalista e compositor/letrista, tendo passado por veículos como Jornal do Commercio, O Globo e Jornal do Brasil, pela revista Veja e pela TV Globo, onde foi comentarista político. Ganhou três Prêmios Esso. Possui dois livros publicados: Bodas de Frevo e “Onde Está meu filho?”

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