E-book

Baú de um Repórter

O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.

Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Economia, Política

Brasil Contra o Crime Organizado apreende 67 toneladas de drogas e prende 473 pessoas em 20 dias

Está no Brasil 247

O Programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), registrou resultados expressivos em seus primeiros 20 dias de operação. As ações coordenadas em todo o país resultaram na apreensão de mais de 67 toneladas de drogas, 639 armas de fogo, 26.875 munições, 1.013 veículos e na prisão de 473 pessoas.

Criada para fortalecer o combate às organizações criminosas, a iniciativa conta com investimento previsto de R$ 11,1 bilhões e reúne esforços da União, estados e municípios. O objetivo é enfraquecer financeiramente as facções, ampliar o controle do sistema prisional, aprimorar as investigações de homicídios e combater o comércio ilegal de armas.

Desde o início das operações, em 12 de maio, foram realizadas 11 ações integradas envolvendo 9.204 profissionais de segurança pública. Segundo dados da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), os resultados alcançados superaram as expectativas traçadas para os primeiros meses do programa.

Retorno financeiro supera metas iniciais

Os números apresentados pelo governo federal indicam que os R$ 30,4 milhões investidos nas primeiras semanas de execução geraram um prejuízo estimado de R$ 361,3 milhões ao crime organizado. O montante representa quase R$ 12 em perdas para as organizações criminosas a cada R$ 1 aplicado nas operações.

Ainda de acordo com a Senasp, o desempenho registrado nos primeiros 20 dias ultrapassou em 251% a meta estabelecida para os 90 dias iniciais do programa.

Considerando as ações realizadas em abril e maio pela Senasp e pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), foram contabilizadas 2.182 prisões em flagrante. O prejuízo econômico causado às organizações criminosas, sem incluir o valor das drogas apreendidas, chegou a R$ 223,54 milhões.

As operações Narke e Renocrim também resultaram no bloqueio judicial de R$ 436 milhões em ativos ligados a atividades criminosas.

Operação Mute reforça combate ao crime dentro dos presídios

Uma das frentes prioritárias do programa é a retomada do controle do sistema prisional. Nesse contexto, a 11ª fase da Operação Mute mobilizou 4.042 policiais penais em 124 unidades prisionais do país.

Durante a ação, foram realizadas revistas em 3.728 celas, resultando na apreensão de 680 aparelhos celulares. Os dispositivos são frequentemente utilizados por integrantes de facções para coordenar atividades criminosas mesmo estando encarcerados.

Desde o início da Operação Mute, em 2023, já foram retirados 8.646 celulares dos presídios brasileiros. Ao longo desse período, mais de 38 mil policiais penais participaram das ações, que alcançaram mais de 37 mil celas revistadas.

Polícia Federal amplia ofensiva contra organizações criminosas

A Polícia Federal também apresentou resultados relevantes dentro da estratégia nacional de enfrentamento ao crime organizado. Apenas em abril, a corporação homologou 128 operações, efetuou 849 prisões em flagrante e realizou 1.371 capturas por meio dos Grupos de Capturas.

Além disso, foram cumpridos 295 mandados de busca e apreensão. As ações provocaram uma descapitalização estimada em R$ 272 milhões para grupos criminosos.

No mesmo período, a PF apreendeu 160 armas de fogo, 4.563 munições, 5,6 toneladas de cocaína e 20,9 toneladas de maconha.

Presença ampliada nas fronteiras e na Amazônia

Outra frente estratégica do programa envolve o fortalecimento da vigilância nas regiões de fronteira. As operações passaram a abranger as 27 unidades da Federação, uma expansão significativa em comparação com 2025, quando as ações estavam concentradas em apenas sete estados.

Na Amazônia, o programa direcionou esforços para sete áreas consideradas prioritárias, abrangendo 42 municípios localizados nos estados do Acre, Amazonas, Pará, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Paraná.

Cooperação internacional reforça combate ao tráfico

O enfrentamento ao crime organizado também tem contado com ações de cooperação internacional. Em Assunção, no Paraguai, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, reuniu-se com o secretário nacional antidrogas paraguaio, Jalil Rachid, para discutir o fortalecimento das operações conjuntas contra o tráfico de drogas nas regiões de fronteira.

Entre as iniciativas em destaque está a Operação Nova Aliança, conduzida desde 2012 em parceria com a Polícia Federal. A ação já resultou na destruição de 1.218 acampamentos de cultivo ilegal, na eliminação de 11,2 milhões de quilos de maconha e em prejuízo estimado de R$ 1,6 bilhão às organizações criminosas.

Durante compromissos realizados no âmbito do Mercosul, Wellington Lima apresentou o Programa Brasil Contra o Crime Organizado como uma contribuição brasileira para o fortalecimento da segurança regional.

“Quanto mais forte a capacidade de cada Estado-Parte, mais resiliente será nossa região frente às ameaças comuns”, afirmou o ministro.

Foto reproduzida da Internet


Compartilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *