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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Geral

Caso Alstom: propinas chegavam a 9% do valor total dos contratos

Está no Globo

Empresas envolvidas no cartel denunciado pela Siemens pagavam propinas entre 8,5% e 9% do valor dos contratos firmados com o governo paulista. Apenas o ex-diretor de Operações da CPTM João Roberto Zaniboni, que exerceu o cargo entre abril de 1999 e maio de 2003 e teve seus bens bloqueados pela Justiça Federal, assinou pela empresa 17 contratos com companhias investigadas por participação no cartel. Em valores atualizados, esses contratos somam R$ 2,4 bilhões, o que pode significar um prejuízo aos cofres públicos de até R$ 192 milhões.

O pagamento de propina é investigado pela Polícia Federal, pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público estadual. Ex-funcionário da Fepasa, Zaniboni já havia trabalhado na CPTM por um ano e foi levado para a Diretoria de Operações em 1999 pelo então presidente da empresa, Oliver Hossepian Salles de Lima.  Segundo investigação da PF e do MPF, chefe e subordinado eram sócios na empresa de consultoria Getran e receberam dinheiro de empresas participantes do cartel por serviços prestados durante o período em que exerciam seus cargos na estatal. Zaniboni e Hossepian tiveram, somados, R$ 32 bilhões bloqueados pela Justiça Federal anteontem.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse ontem que parte dos auditores fiscais investigados e presos por suspeita de envolvimento no esquema de desvio do Imposto Sobre Serviços (ISS) está envolvida também em fraudes na arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).  O esquema do ISS teria desviado cerca de R$ 500 milhões dos cofres do município somente na gestão Gilberto Kassab (PSD), antecessor do petista. Ainda não há números relativos ao IPTU.

A Controladoria Geral do Município investiga o enriquecimento ilícito de funcionários públicos desde março.  O IPTU tem sido motivo de intensas discussões nas últimas semanas na capital paulista, depois que a prefeitura reajustou o tributo em até 19,8% em imóveis de bairros centrais e considerados nobres da cidade e o reduziu em 12,1%, em média, nos bairros periféricos.  — Nós estamos investigando possíveis fraudes no IPTU.

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