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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Está no Brasil 247
A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, abriu a série de discursos do ato “Democracia Inabalada”, realizado no Congresso Nacional no aniversário de 1 ano dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando militantes bolsonaristas invadiram as sedes dos Três Poderes.
Em sua intervenção, Bezerra citou que a ‘democracia é inegociável, e devemos todos repudiar o fascismo e a barbárie. A democracia resistiu e venceu. A democracia em constante processo de construção saiu inabalada, fortalecida e vitoriosa, mas precisamos estar atentos. É necessário também a punição aos que ousaram tentar destruí-la, além dos invasores dos Três Poderes, mas também os organizadores e incitadores. Com coragem e lucidez é necessário afirmar: Sem anistia’, disse Bezerra.
Dias antes da invasão por golpistas do Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal (STF) e Palácio do Planalto, que ocorreu no dia 8 de janeiro um domingo, do ano passado, bolsonaristas radicais se articulavam por meio de aplicativos de mensagens.
Eles usavam, por exemplo, Telegram e WhatsApp, para convocar os demais apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro a irem à Brasília, capital federal, para a realização de atos antidemocráticos.
O jornalista Joaquim de Carvalho, do portal Brasil 247, chegou a conversar com uma das articuladoras do movimento golpista, inclusive, com reprodução aqui no blog conforme vídeo acima, publicado no dia seguinte a tentativa de golpe.
Em tempo: confira editorial do blog publicado no dia 24 de dezembro de 2023 sobre o Brasil virar uma Venezuela ou uma Argentina com a eleição de Lula clicando aqui
Está no Blog do Mauro Ferreira
♪ MEMÓRIA – 2024 marca os 60 anos do golpe militar que asfixiou a democracia do Brasil a partir de 31 de março de 1964. Curiosamente, 2024 também marca os 60 anos do primeiro álbum de Geraldo Vandré, um dos artistas mais duramente perseguidos pelo regime ditatorial.
Geraldo Vandré, o disco, foi lançado em 1964 pela gravadora Audio Fidelity, pioneira na fabricação no Brasil de LPs com som em estéreo. Nascido em 12 de setembro de 1935, em João Pessoa (PB), o paraibano Geraldo Pedrosa de Araújo Dias tinha 29 anos na época do lançamento do disco e vivia na cidade do Rio de Janeiro (RJ) desde 1951.
Militante, Vandré já tinha se formado em advocacia e se engajado no movimento estudantil através do Centro Popular de Cultura (CPC) da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Mesmo sem conter um petardo político como Pra não dizer que não falei de flores (1968), a canção de festival popularmente conhecida como Caminhando que se tornaria a glória e o tormento do cantor e compositor, o álbum Geraldo Vandré já refletiu o engajamento do artista através de repertório que incluiu músicas autorais como Canção nordestina (de versos áridos como “Menino de pé no chão / Já não sabe nem chorar”), Depois é só chorar, Fica mal com Deus, Pequeno concerto que virou canção e Você que não vem – algumas já previamente apresentadas pelo cantor em singles de 78 rotações editados entre 1962 e 1963.
Reeditado uma única vez em CD, em 2017, pela gravadora Som Livre, o álbum Geraldo Vandré abre com O menino das laranjas (1964), música de Theo de Barros (1943 – 2023), de quem Vandré se tornaria parceiro na criação da modernista moda de viola Disparada (1966), sucesso da era dos festivais.
O repertório do disco também inclui o afro-samba Berimbau (Baden Powell e Vinicius de Moraes, 1963) e Samba em prelúdio (Baden Powell e Vinicius de Moraes, 1960), este regravado por Vandré em dueto com a cantora Ana Lúcia.
Um dos alvos preferenciais da ditadura, por ter usado a música como arma na luta pela repressão, Geraldo Vandré tem hoje 88 anos. Virou um artista recluso, longe dos holofotes, mas a obra do artista desde sempre falou por ele, como exemplifica o primeiro já sexagenário álbum do músico militante.
*Mauro Ferreira é jornalista carioca que escreve sobre música desde 1987, com passagens em ‘O Globo’ e ‘Bizz’. Faz um guia para todas as tribos