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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Economia, Política

Centrais sindicais ameaçam ir à Justiça contra governo

Leio em O Globo que o deputado federal e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), da base aliada do governo, deu um ultimato à presidente Dilma Rousseff. Ontem, em duas ocasiões, ele cobrou do governo o reajuste da tabela do Imposto de Renda em 6,43% e ameaçou: caso o Palácio do Planalto não chame as centrais sindicais para negociar até segunda-feira, no dia seguinte elas entrarão com várias ações na Justiça pelo país.

Para o deputado, ao não mexer na tabela do Imposto de Renda, o governo está praticando um confisco.

Pela manhã, depois de se reunir no Planalto com o ministro Luiz Sérgio, da Secretaria de Relações Institucionais, Paulinho disse que a pauta de reivindicação das centrais contempla três reajustes: o salário mínimo de R$ 540 para R$ 580; 10% para os aposentados que ganham acima do mínimo; e 6,43% na tabela do Imposto de Renda.

– Se o governo não abrir negociação até segunda-feira, na terça vamos entrar com uma enxurrada de ações no Brasil inteiro. Para ficar barato para o governo, queremos o reajuste na tabela do IR em 6,43%, que é a inflação do período pelo INPC.

Não é a primeira saia justa imposta pelo PDT. O deputado é do mesmo partido do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, presidente licenciado da legenda. Nesta semana, Lupi contradisse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que anunciara que o governo vetará um mínimo superior a R$ 540. Para Lupi, o Congresso é soberano e, caso decida por um mínimo de R$580 – como querem as centrais sindicais -, o governo tem de ceder. Dilma não gostou nada da divergência pública.

Obs do blog: Leia nota postada ontem aqui neste espaço sobre a proposta das centrais sindicais clicando em Garibaldi e a “nova dor de cabeça” na Previdência

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