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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Política

CGU faz auditoria para saber se dinheiro público de emendas de Frias foi parar em filme de Bolsonaro

Está no Blog da Camila Bomfim

A Controladoria-Geral da União (CGU) realiza um pente-fino nas emendas destinadas a entidades controladas por Karina da Gama, produtora do filme Dark Horse, que conta a história de vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A auditoria vai apurar se o dinheiro público de emendas parlamentares foi parar no filme de Bolsonaro, desviando a finalidade para a qual o dinheiro público foi formalmente destinado.

A auditoria será enviada ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O ministro é relator de uma apuração sobre a real destinação dessas emendas. Essa apuração averígua:

  • se elas foram para os projetos às quais estavam destinadas; ou
  • se o repasse às entidades da produtora era só um caminho para o dinheiro das emendas chegar, na ponta, ao filme (leia mais abaixo).

Os auditores vão investigar o caminho do dinheiro, fiscalizar se os projetos alegados no papel foram, de fato, tocados e se há provas que atestem isso.

O deputado Mário Frias (PL-SP) negou que a emenda de R$ 2 milhões que ele destinou ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), da produtora do filme, tenha sido uma forma de repasse de dinheiro público à produção audiovisual.

Ele enviou essa resposta ao STF, e reforçou que a emenda foi destinada para “projetos de inclusão digital, letramento e empreendedorismo e esportes para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social — finalidade pública, social e constitucionalmente legítima”.

“Não há, nos autos, uma única prova sequer de que esses recursos tenham sido desviados para qualquer produção cinematográfica”, justificou a defesa em manifestação ao STF.

“A alegação é puramente especulativa e baseada em uma suposta associação ilícita entre pessoas jurídicas que, segundo a denunciante, ‘compartilham endereço’ — argumento frágil, insuficiente e juridicamente irrelevante para sustentar qualquer irregularidade”, prosseguiu.

Outra frente

Em outra frente, a Polícia Civil de São Paulo investiga outro caso que também envolve suspeita de desvio de finalidade.

Nessa investigação, a suspeita de que dinheiro público de contrato de wi-fi de uma entidade de Karina com a prefeitura de SP possa ter parado no filme.

No início do mês, as três empresas controladas por Karina da Gama, sócia da produtora que fez o filme “Dark Horse”, foram alvo de buscas da Polícia Civil de São Paulo na operação wi-fi.

“Durante o período de vigência do contrato administrativo e dos repasses públicos milionários ao Instituto Conhecer Brasil, a investigada teria iniciado a produção de longa-metragem denominado ‘Dark Horse’, cujo custo estimado variaria entre R$ 8 milhões e R$ 20 milhões, havendo suspeitas de utilização indireta de recursos públicos oriundos do programa municipal para financiamento da produção audiovisual” diz a decisão a que o blog teve acesso.

A polícia apontou que:

  • há indícios de desvio de finalidade e confusão patrimonial envolvendo a Karina e a Go Up;
  • é preciso apurar a suspeita sobre se houve coincidência no fato de a ONG de Karina receber recursos da prefeitura de SP e ter iniciado a produção do filme;
  • se o caso se trata de um desvio de finalidade e uso indireto dos recursos púbicos para produzir o filme.

Foto reproduzida da Internet

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