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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no Brasil 247
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderá tentar influenciar o debate político e eleitoral brasileiro nos próximos meses. A leitura foi feita por integrantes da área internacional do Palácio do Planalto, segundo informações publicadas pela colunista Daniela Lima, do UOL.
A preocupação do governo brasileiro aumentou após Trump compartilhar, em sua rede social Truth Social, um artigo que classificava a eleição brasileira como seu “próximo desafio” geopolítico. A publicação foi interpretada no Planalto como um sinal explícito de interesse do presidente norte-americano nos rumos políticos do Brasil.
Um auxiliar de Lula ouvido pela coluna afirmou que a movimentação de Trump seria apenas o início de uma estratégia mais ampla. “Ele vai tentar interferir no processo eleitoral aqui. É só o começo”, declarou a fonte.
Segundo a análise apresentada na reportagem, a relação entre Trump e o governo brasileiro passou por uma mudança significativa nas últimas semanas. Depois de fazer comentários positivos sobre sua relação com Lula, o presidente dos Estados Unidos adotou um tom mais crítico em relação ao Brasil. A inflexão ocorreu após a visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Casa Branca.
Após o encontro, os Estados Unidos classificaram as facções criminosas Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas de alcance internacional. A medida gerou preocupação em setores do governo brasileiro por abrir espaço para discussões sobre possíveis ações internacionais de combate a esses grupos.
Além disso, surgiram novas ameaças de sanções comerciais envolvendo o sistema de pagamentos Pix. Ainda segundo a reportagem, Trump também fez declarações questionando aspectos do cenário político brasileiro, o que foi interpretado por integrantes do governo como uma escalada de pressão sobre o país.
A publicação do UOL destaca ainda que Trump mencionou publicamente a existência de um suposto “Bolsonaro Júnior”, que teria sido preso apesar de estar bem posicionado em pesquisas eleitorais. A afirmação foi classificada pela colunista como falsa, uma vez que tal personagem não existe.
O episódio provocou reações no Brasil e ampliou o debate sobre a aproximação entre integrantes da família Bolsonaro e o governo norte-americano. Conforme a reportagem, pesquisas recentes indicam aumento da desconfiança de parte do eleitorado brasileiro em relação ao presidente dos Estados Unidos.
Nesse contexto, Flávio Bolsonaro passou a atuar em discussões sobre as relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos. O senador participou de iniciativas voltadas ao debate sobre eventuais sanções relacionadas ao Pix e às políticas ambientais brasileiras. Pré-candidato à Presidência da República, ele argumentou que suas ações têm como objetivo proteger os interesses nacionais.
O Palácio do Planalto, por sua vez, rejeitou a necessidade de intermediação política e afirmou que mantém canais institucionais diretos com Washington. Um dos principais negociadores do governo brasileiro afirmou à coluna que as conversas diplomáticas seguem em andamento.
“O governo já tem um canal direto com os americanos”, disse a fonte. Segundo ela, “desde a ameaça de sobretaxa, foram duas reuniões bilaterais, com novas a serem realizadas até o dia 15 de julho, quando os Estados Unidos vão decidir se aplicam ou não novas sanções”.
A mesma fonte criticou a tentativa de transformar o tema em disputa política interna. “Audiência pública, como o Flávio sabe, ele é senador, é para trazer associações civis e entidades privadas para um debate. Governos falam com governos. Estados falam com Estados. Não é jogo para plateia. É questão grave, séria e de implicação para a economia nacional”, afirmou.
Diante desse cenário, o governo Lula considera que uma eventual vitória de candidatos alinhados à família Bolsonaro poderá ser interpretada por Trump como um triunfo político próprio. Por isso, segundo a reportagem, a estratégia do Planalto inclui fortalecer articulações internacionais voltadas à defesa da legitimidade e da integridade do processo eleitoral brasileiro previsto para outubro.
Foto reproduzida da rede social Truth Social
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