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Baú de um Repórter

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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial, Política

De Luís Nassif em seu blog

Para a Folha, qualidade é escândalo

– Não sei o nome a dar a essa reportagem. Vou me conter.

O Movimento Brasil Competitivo (MBC) surgiu do Prêmio Qualidade do Setor Público, criado ainda no governo Fernando Henrique Cardoso. Foi a maneira encontrada por Jorge Gerdau para dar flexibilidade às ações visando expandir o conceito de qualidade. É uma iniciativa conjunta dos setores público e privado. Tem dinheiro público e privado aplicados na melhoria da gestão.

Sem informar quem são os beneficiários da ação do MBC, o besteirol produzido pela sucursal de Brasília lança suspeitas sobre os doadores. A maioria dos doadores é do setor privado. O Movimento pela Qualidade já foi implantado no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais com enorme repercussão junto ao setor público, grandes e pequenas empresas. Agora, pretende se expandir para outros estados e outras áreas do setor público. São empresas beneficiadas pelos conceitos de qualidade que estão devolvendo ao país parte do que receberam, através da expansão desses programas para todas as áreas.

A reportagem insinua conflito de interesses, pelo fato da Petrobras ter diretores (não remunerados) no Conselho da entidade. As repórteres não têm a mínima ideia sobre o que são o MBC, a Fundação Nacional da Qualidade, a importância dessas iniciativas no aprimoramento dos serviços públicos. Aliás, no último prêmio, a Petrobras conseguiu o feito inédito de ter vencido inscrevendo todas as suas refinarias para serem analisadas e certificadas – em geral, empresas inscrevem uma unidade ou departamento.

Publica que a Ministra Dilma Roussef “jamais” participou das reuniões do MBC, como se ela estivesse se desculpando por algo suspeito. Participam desse movimento a Gerdau, Natura, Laboratórios Fleury, Ambev, Usiminas, Belgo Mineira, Fiat, Itau, Weg – em suma, TODAS as melhores empresas nacionais.

É a prova maior do anacronismo da cobertura dos jornais. Jamais cobriram uma premiação da FNQ. Se cobrissem, veriam divisões do Exército, a própria Petrobrás, empresas privadas de todo o país disputando os premios de melhoria de gestão. Poderiam informar seus leitores sobre o país moderno que está emergindo dessas ações.

Preferem jogar tudo na mesma cloaca onde repousa o jornalismo de lixo

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