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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Recebi uma carta de um leitor do blog que assina como Paulo Praxedes Wanderley (Paú) sobre as declarações do ex-prefeito do Açu, Ronaldo Soares com relação ao prefeito Ivan Júnior. Segue o texto:
Caro jornalista Carlos Alberto Barbosa,
Como açuense, apesar de estar morando em Natal há muitos anos, acompanho o noticiário de minha terra e nos últimos dois anos venho observando a forma abnegada de governar do prefeito Ivan Júnior, que não pára de trabalhar em favor do município, com ações inovadoras e tentando a todo custo estimular o crescimento econômico do Açu.
Sua preocupação abrange todas as áreas, que vão da modernização da educação a uma luta diária para melhorar os serviços de saúde. Pôs para frente e conseguiu a aprovação da Presidência da República o projeto para implantação da ZPE do Sertão, criou um distrito industrial, implantou uma faculdade para jovens e adolescentes, está promovendo calçamento das ruas da cidade, enfim, vem honrando o seu slogan “Trabalho e Trabalho”.
De repente, escuto um programa de rádio onde o seu antecessor, Ronaldo Soares, debate-se de inveja e ataca Ivan de forma cruel e gratuita, chegando a insinuar que ele teria desviado dinheiro da prefeitura. O rancoroso Ronaldo Soares preocupa-se com futricas e não consegue conter o sentimento de oligarca, que é, e tampouco ver que o prefeito Ivan Júnior ofusca o brilho do seu filho, deputado George Soares, que, aliás, funciona como um clone do pai.
Durante a campanha Ronaldo Soares alardeou que iria deixar a política definitivamente. Tomou ares de eremita, deixou crescer uma enorme barba branca e para se manter diante de holofotes começou sistematicamente, a cada 60 ou 90 dias a dizer que iria romper com o prefeito que havia ajudado a eleger. Não deixou a tarefa para o seu filho, George, fazendo-o de títere e aparecendo mais do que ele, que tem um mandato que Ronaldo pensa ser dele, também.
Intuitivo no marketing político entra nas casas dos munícipes por meio do rádio usando e abusando da expressão “conterrâneos” para se tornar íntimo das pessoas, sem perceber que o seu tempo já passou e que todos sabem da inércia do Assú durante as mais de duas décadas em que ele e o seu clã oligárquico governaram. Todo mundo sabe que Ronaldo Soares foi um péssimo prefeito e que somente olha para os seus e o próprio umbigo.
Agora, diz que o seu grupo político iria assumir a oposição ao prefeito Ivan Júnior, mas curiosamente não diz quem são os membros desse grupo, como se tivesse vergonha de expor seus galhardos asseclas. Quando o entrevistador perguntou quem eram, ele se engasgou e deu um resposta evasiva.
O que será que Ronaldo Soares quer?
O que ele quereria de Ivan Júnior que lhe foi negado?
Ele alega que o prefeito demitiu seus aliados. Mas, quem diz que não vai mais ser candidato a nada, precisa de aliados?
Ora, quando ele disse, ainda durante a campanha que levou Ivan Júnior ao cargo de prefeito, que não seria mais político, todo mundo leu a mentira deslavada que estava nos seus lábios. Ele nunca falou sério quando disse isso porque mentir para Ronaldo Soares é ato corriqueiro; faz parte do seu dia-a-dia.
Cabe agora ao prefeito Ivan Júnior cobrar dele, na Justiça, o ônus da prova das acusações levianas e gratuitas que fez. Aliás, quem acusa tem o dever de provar, mesmo com toda essa performance de falsidade que durante um tempo prejudicou tanto a minha querida Assú.
Atenciosamente,
Paulo Praxedes Wanderley (Paú)
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