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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Meirelles outra vez
Em vídeoconferência na abertura de seminário sobre os 30 anos de implantação da taxa Selic no Brasil, o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, saiu em veemente defesa do regime de metas para a inflação. Destacou, inclusive, que o modelo adotado no Brasil revelou-se o mais adequado para enfrentar a crise econômico-financeira internacional, na qual o país foi o último a entrar e o primeiro a sair a partir do 2º trimestre desse ano.
Ele assegurou aos críticos do sistema que o BC segue “inequivocamente” comprometido com o regime de metas. “Analistas mais afoitos e menos informados chegaram a dizer que o regime de metas não seria suficiente para permitir a superação da crise. No entanto, os dados de atividade mais recentes mostram enfaticamente que este é um regime extremamente adequado para enfrentar crises além do período de normalidade”, assegurou.
Mas, errou de foco. Não é fato que seus críticos coloquem em questão o regime de metas. Colocam, sim, a política conservadora do BC de manter altos juros até mesmo quando a crise econômica já era um fato, uma unanimidade praticamente no país.
O BC errou e o que se critica é o PIB Potencial tão caro a seus diretores e por eles defendido. É a ausência total de compromisso do banco com o crescimento nacional e o emprego. É sua prática de proteção ao rentismo e ao capital financeiro. E, agora, sua leniência com o câmbio valorizado e, de novo, o atraso na adoção de medidas para conter o capital especulativo como, por exemplo, a instituição da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre esse dinheiro.
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