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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no Brasil 247
A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de autorizar o compartilhamento com a Polícia Federal de dados obtidos pela Polícia Civil de São Paulo sobre a produtora do filme “Dark Horse” entusiasmou o entorno do presidente Lula (PT). A expectativa de aliados do governo é de que a medida acelere a apuração referente ao financiamento da obra cinematográfica sobre Jair Bolsonaro (PL) ainda durante o período da campanha eleitoral, transformando o caso em munição política contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, informa Jussara Soares, da Folha de São Paulo.
A determinação de Flávio Dino foi proferida na segunda-feira (24) no âmbito de um inquérito que investiga a destinação de emendas parlamentares para a produção cinematográfica. Paralelamente, o próprio senador Flávio Bolsonaro é alvo de uma investigação sobre o mesmo caso no STF, sob a relatoria do ministro André Mendonça. O inquérito para apurar o repasse e a aplicação dos recursos foi instaurado em julho por determinação de Mendonça, motivado por um áudio divulgado em maio no qual o parlamentar pede apoio financeiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar a obra.
Na avaliação de interlocutores do presidente Lula, o compartilhamento de provas autorizado por Dino no inquérito sobre as emendas pode impulsionar diretamente a investigação relatada por Mendonça que mira o filho de Jair Bolsonaro. A aposta nos bastidores do governo é que o acesso da Polícia Federal aos dados e eventuais desdobramentos sobre a produção ajudem a equilibrar o ambiente de pressão gerado por frentes de investigação que atingem ambos os lados da disputa.
Enquanto a candidatura do PL enfrenta os desgastes gerados pelo caso “Dark Horse”, o presidente Lula lida com a repercussão das apurações que envolvem seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, e seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. Ambos são alvo de inquéritos que apuram supostas ligações com a empresária e lobista Roberta Luchsinger.
Membros da cúpula petista argumentam que o processo referente ao filme avança a um ritmo mais lento do que o desejado e criticam a postura do ministro André Mendonça, acusando-o de atuar de forma distinta nos procedimentos relacionados a Lulinha e Marcola. As apurações no Supremo encontram-se divididas: Mendonça é o relator de dois inquéritos que envolvem Lulinha e de um dos procedimentos sobre o “Dark Horse”, enquanto Dino é responsável pelo inquérito das emendas do filme e por uma terceira apuração direcionada ao filho do presidente.
Diante do novo movimento no STF, aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que a decisão proferida por Flávio Dino representa uma tentativa de favorecer a candidatura do PT no cenário eleitoral. Por outro lado, interlocutores do gabinete do ministro André Mendonça afirmam reservadamente que o magistrado abriu o inquérito sobre a obra no mesmo dia em que recebeu a solicitação da Polícia Federal e justificam que a ausência de novas movimentações na Corte decorre do fato de as diligências estarem em andamento no âmbito policial.
No tocante às apurações envolvendo Fábio Luís, os indícios iniciais surgiram no inquérito do INSS, também relatado por Mendonça. A Polícia Federal solicitou a abertura de uma apuração específica, procedimento que passaria por novo sorteio no STF. O sistema de distribuição, contudo, manteve Mendonça na relatoria dos casos que investigam suspeitas de tráfico de influência na Dataprev e no Ministério da Saúde, cabendo a Flávio Dino a relatoria do terceiro inquérito ligado ao filho do chefe do Executivo.
Foto reproduzida da Internet
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