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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
IstoÉ
No rastro de Elize
IstoÉ revela os bastidores da vida, do crime e da farsa que Elize Matsunaga montou para se livrar da polícia após ter assassinado e esquartejado o marido.
Foi no quarto da jiboia. Não foi na banheira nem foi na cama de casal king size como tanta gente pensou e tanta gente falou. Foi no quarto da jiboia que Elize Matsunaga esquartejou o seu marido, Marcos Kitano Matsunaga, após lhe dar um tiro na cabeça na noite de 19 de maio. O esquartejamento em seis pedaços se deu em um dos quartos de hóspedes do duplex no qual Elize e Marcos moravam, em um prédio no bairro da Vila Leopoldina, na zona oeste de São Paulo – e esse quarto de hóspedes cumpriu bem a sua função hospedando por bom tempo, em seus seis metros quadrados, uma jiboia de dois metros de comprimento.
Essa história foi revelada à IstoÉ na semana passada por diversos amigos e amigas que freqüentavam a residência do casal Matsunaga. IstoÉ também teve acesso a diversos laudos, depoimentos e documentos inéditos que revelam detalhes sobre os bastidores da vida, do crime e da alucinada tentativa de fuga de Elize entre os dias 20 de maio e 4 de junho, quando foi presa pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa após investigação chefiada pelo delegado Mauro Dias e coordenada pelo delegado Jorge Carrasco, diretor-geral do DHPP. A existência da jiboia é importante porque ela foi um dos motivos que levou o casal a começar a viver uma rotina de brigas. Segundo amigos de Elize e Marcos, assim que engravidou ela não quis mais saber do animal, e aí foram nove meses de discussões até que Matsunaga se desfez da cobra quando a criança nasceu.
Época
Os três amigos
Novas gravações da Polícia Federal mostram Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres fazendo negócios em nome do governador de Goiás, Marconi Perillo.
Época teve acesso a novas conversas telefônicas interceptadas pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo – que, no final de fevereiro, deslindou a infiltração do crime organizado no governo de Goiás. A íntegra das conversas – 5,9 gigabytes de informação – corre sob segredo de Justiça na 11ª Vara Federal de Goiânia. Nela, encontra-se fartura de trechos inéditos – e explicitamente reveladores, sobretudo sobre o envolvimento do tucano Marconi Perillo, que governa o Estado de Goiás, com o esquema liderado pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira e pela construtora Delta.
Entre outras novidades, há diálogos em que se diz que Perillo “mandou passar” à Delta um contrato que poderia render R$ 1,2 bilhão. Noutros diálogos, cita-se Perillo como responsável por ordenar, por intermédio do ex-senador Demóstenes Torres (ex-DEM), que o diretor do Detran no Estado, indicado por Cachoeira, contratasse uma empresa de um amigo do governador. Descobre-se, ainda, que um irmão de Perillo, chamado Antônio Pires Perillo, ou Toninho, tinha um celular Nextel habilitado nos Estados Unidos para conversar com Cachoeira – e que Toninho prestou serviços a ele.
Leia a reportagem completa e ouça os aúdios das conversas clicando Aqui
CaraCapital
Eleições locais, efeitos nacionais
Por Marcos Coimbra
Enquanto o sistema político só tem olhos para os recentes atritos entre o PT e o PSB, as eleições municipais avançam, tensionando toda a estrutura partidária. De quatro em quatro anos, a cada vez que chega a hora de renovar a política local, isso acontece.
Por diversas razões. A mais importante é que a escolha de prefeitos e vereadores tem consequências diretas nas eleições para o Legislativo. Fortalecer-se nas cidades antecipa dias de glória para os partidos. Já se foi o tempo em que bancadas estritamente “localistas” dominavam o Congresso. Era a época em que quase todos os deputados e mesmo alguns senadores tinham uma base eleitoral bem demarcada em termos geográficos. Sua votação concentrava-se em alguns municípios, frequentemente contíguos. Sem eles, não se elegiam.
Esses parlamentares estabeleciam uma relação de simbiose com as lideranças políticas de “suas” cidades. Na hora da eleição legislativa, prefeito e vereadores endossavam a candidatura do deputado e faziam a sua campanha, em troca do compromisso de representar a cidade no plano estadual e nacional, e buscar recursos para ela.
Dois anos depois, quando chegava a eleição municipal, o parlamentar indicava seus candidatos, apresentando-os como responsáveis por tudo de bom que houvesse acontecido na cidade e ameaçando os eleitores com prejuízos se não vencessem. Era “toma lá dá cá”: os prefeitos (e vereadores) ajudavam na eleição dos deputados e esses contribuíam para a deles.
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